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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Ensinando a Palavra de Deus: como Deus te vê ?
Ensinando a Palavra de Deus: como Deus te vê ?: E-book digitalizado por: Levita Com exclusividade para: http://ebooksgospel.blogspot.com/ Primeira edição - 2001 Segunda ed...
como Deus te vê ?
E-book digitalizado por: Levita
Com exclusividade para:
http://ebooksgospel.blogspot.com/
Primeira edição - 2001
Segunda edição - 2004
Terceira edição – 2004
Transcrição, revisão e estilização:
Rita Leite
Editora Getsêmani Ltda.
Rua Leopoldina Cardoso, 326
Bairro Dona Clara
31260-240 Belo Horizonte, MG
Contato pelo telefax: (0xx31) 3491 -2266
Loja Virtual:
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Igreja Batista Getsêmani
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Dona Clara
31260-210 Belo Horizonte, MG
(0xx31)3491-7676
Capa: Salvador Santana
Índice
Introdução............................... 5
l. Deus Vê o Nosso Interior........ 10
2. Deus Vê o Nosso Potencial..... 14
3. O Senhor nos Olha com Amor 20
4. Não Seja Egoísta.................... 22
Conclusão.............................. 24
"Porém o Senhor disse a Sa¬muel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua al¬tura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração." (1 Samuel 16.7.)
Introdução
O meu propósito ao escrever este livro não foi nos apresentar como super-homens, perfeitos. Desejo transmitir aos meus leitores a verda¬de maravilhosa de como Deus nos vê.
E o mais importante é esta visão que Deus tem de nós, não o que en¬xergamos em nossa vida. O apóstolo Paulo diz:
"Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, co¬nheço em parte; então, conhece¬rei como também sou conhecido." (1 Coríntios 13.12.)
Nós precisamos ter a visão de Deus. Temos de nos enxergar como pessoas preciosas ao Senhor.
Contudo, para que passemos a nos ver como Deus nos vê, é neces¬sário que tomemos algumas atitu¬des.
Despertar do Sono do Auto-desprezo
"E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono..." (Ro¬manos 13.11.)
Será que realmente tem importân¬cia aquilo que pensamos de nós mes¬mos?
Sim, tem.
Se pensamos que somos lixo, nos¬sa tendência será a agir como lixo.
Algumas pessoas não conseguem ter amigos, porque estão convencidas de que não têm nada a oferecer-lhes.
Enquanto acharmos que não pres¬tamos para nada, enquanto estiver¬mos preocupados com o que os ou¬tros pensam de nós, teremos muita dificuldade em amar o nosso próxi¬mo e até mesmo a Deus.
Quando ficamos no quarto, nos lamentando, com pena de nós mes¬mos, nos aproximamos do nível pe¬rigoso de achar que não temos valor nenhum.
Mas não somos "um joão-ninguém", sem lugar no mundo. Deus nos criou e fez de nós, em algum lu¬gar, um ser muito precioso.
Crer que Somos a Menina dos Olhos de Deus
Davi nos deixou um importante li¬ção no versículo 8 do Salmo 17. Ele se expôs aos olhos de Deus. O salmista desejava ser visto como real¬mente era. Depois disso estava pronto para ver Deus face a face. Davi orou:
"Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas."
A expressão menina dos olhos é muitas vezes usada nas Escrituras. No hebraico, significa "o homenzinho dos olhos" ou "a filha dos olhos".
Uma interpretação para essa ex¬pressão tem como base o que vemos quando olhamos bem de perto nos olhos de alguém. Vemos a nossa pró¬pria imagem. Se estamos bem perto da pessoa, vemos o nosso próprio re¬flexo. Se aplicarmos esse fato ao nos¬so relacionamento íntimo com Deus, o significado é que ele está olhando para nós. Então entendemos que so¬mos o centro da atenção divina e que podemos ver a nós mesmos como somos quando virmos a nós mesmos através dos olhos de Deus.
Outra interpretação de "menina dos olhos" é que Deus nos ama e nos dá tanto valor como o damos à nos¬sa própria vista. Nesse caso, a meni¬na dos olhos é a pupila.
Charles Spurgeon faz o seguinte comentário sobre essa expressão:
"Parte alguma do corpo é mais preciosa, mais delicada e mais cuidadosamente guardada do que os olhos; e a parte dos olhos que deve ser guardada com maior cui¬dado é a central, a pupila, ou a 'menina dos olhos'.
"O sábio Criador colocou os olhos num lugar bem protegido; estão cercados por ossos que se projetam como os montes ao re¬dor de Jerusalém.
"Além disso, seu grande Autor os circundou com muitas túnicas interiores, além do cercado que são as sobrancelhas, a cortina que são as pestanas e a cerca que são as pálpebras; além disso tudo, ele deu aos homens um valor tão grande para com seus olhos e uma apreensão de perigo tão instantânea, que parte alguma do corpo é mais fielmente cuidada do que o órgão da visão."
Assim como damos valor às pupi¬las e ao maravilhoso dom da visão, da mesma forma o Senhor cuida de cada um de nós.
O Senhor nos vê, nos conhece, cui¬da de nós e jamais nos abandonará. Seu amor ilimitado cura as nossas mágoas. Quando percebemos que somos a menina dos olhos de Deus, sentimos a divina graça que é infini¬ta.
Vemos o nosso reflexo em seus olhos não como a pessoa que temos sido, mas como o milagre que pode¬mos vir a ser.
Endireitar Nossos Conceitos Teológicos Errados
Temos de permitir que Deus e sua Palavra consertem nossas falsas idéias. É impossível uma pessoa vi¬ver de maneira certa, se seus conceitos são errados. Não podemos praticar a verdade, quando acredi¬tamos num erro.
É falso o conceito de que Deus se agrada de uma atitude de auto-depreciação, que ela é parte da humil¬dade cristã e necessária à nossa santificação e desenvolvimento es¬piritual.
A verdade, porém, é que a auto-depreciação não é a verdadeira humil¬dade cristã. Essa atitude acha-se em oposição a alguns dos ensinos bási¬cos da fé cristã.
O maior mandamento é que ame¬mos a Deus com todo o nosso ser. O segundo é que amemos ao nosso próximo como a nós mesmos. Não temos aqui dois, mas três manda¬mentos: amar a Deus, amar a nós mesmos e amar aos outros.
Se você amar a Deus, a si mesmo e aos outros estará cumprindo toda a lei de Deus (Mateus 5.43-48). Esse é o eterno princípio do triângulo - um amor correto para com Deus, por nós mesmos e por outras pes¬soas.
A pessoa que possui uma imagem própria baseada no que Deus diz, é mais saudável, em todos os sentidos, do que aquelas que têm uma ima¬gem própria negativa. Foi assim que Deus nos criou, e se agirmos de modo contrário, não apenas estare¬mos seguindo um conceito teológico errado, como também correremos o risco de ser destruídos.
"Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um." (Romanos 12.3.)
Pensando com moderação, não iremos nem nos subestimar nem nos superestimar. É Satanás quem nos confunde e nos cega nessas questões, pois nos faz acusações:
- Olhe aí, você está ficando muito orgulhoso...
Contudo a verdade é justamente o contrário. A pessoa que tem uma imagem própria negativa está sem¬pre tentando se mostrar. Ela tem de provar que está certa, em todas as situações, tem de mostrar seu valor. E geralmente fica tão envolvida em si mesma, que se esquece do Se¬nhor.
Ninguém pode amar aos outros incondicionalmente, quando precisa ficar o tempo todo tentando provar seu valor próprio.
A autonegação não tem nada a ver com a humildade cristã, nem com a santidade. A crucificação do eu e a entrega pessoal a Deus não exigem uma auto-imagem inferior, que é di¬ferente do que o Senhor pensa de nós.
"Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida." (Isaías 43.4.)
Entender que Nosso Senso de Valor Próprio Deve Vir de Deus
Temos de formar nosso senso de valor próprio a partir do que Deus diz, e não dos falsos reflexos que vêm das outras pessoas, do diabo e, até mesmo, do nosso passado.
Temos de fazer uma escolha que definirá a nossa vida:
• vamos dar ouvidos a Satanás e a todas as mentiras que ele nos diz, às distorções e às mágoas do passa¬do que nos mantêm aprisionados por certos sentimentos e conceitos acer¬ca de nós mesmos, que não são cris¬tãos nem saudáveis?
• ou buscaremos nosso senso de valor próprio em Deus e em sua Pa¬lavra?
Meditemos em algumas verdades divinas. Não temos o direito de menosprezar ou depreciar uma pessoa (nós) aquém...
• Deus ama tanto.
Não devemos nos dizer:
"Bom, sei que Deus me ama, mas não gosto de mim mesmo."
Isso é um insulto a Deus e ao seu ilimitado amor. Quando despreza¬mos um ser que é criação de Deus, estamos, na verdade, dizendo que não gostamos da "criatura" e não apreciamos muito o "Criador". Na verdade, não estamos vendo o quan¬to Deus nos ama e o quanto signifi¬camos para ele.
• Deus honrou tanto.
"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de Jato, somos filhos de Deus..." (1 João 3.1.)
Quando nos consideramos despre¬zíveis e sem valor, sendo filhos de
Deus, essa falsa humildade fere o coração do Senhor.
• Deus dá tanto valor.
Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo Jato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores." (Romanos 5.7,8.)
Deus deixou bem claro o valor que temos para ele. Ele nos atri¬bui um valor tão elevado, que en¬tregou a vida de seu Filho para nos salvar.
De onde tiraremos a base para formar nossa imagem própria? Das distorções de nossa infância? Das mágoas do passado e das falsas idéi¬as que foram colocadas em você? Ou será que preferiremos dizer:
"Não; não darei mais ouvidos a essas mentiras do passado. Não es¬cutarei o que Satanás diz, já que ele é o acusador, e me envia men¬sagens confusas e falsas. O diabo nos cega e quer distorcer tudo. Vou escutar a opinião que Deus tem de mim, vou deixar que ele me progra¬me, até que o bom conceito que ele tem de mim passe a ser o meu, atin¬gindo até o mais íntimo dos meus sentimentos."
Permitamos que Deus nos ame, e deixemos que ele nos ensine a nos amar a nós mesmos, e a amar aos outros. Desejamos ser amados. Que¬remos que Deus nos dê segurança, que nos aceite. E, aleluia, ele faz isso. Contudo, por causa da programação nociva que recebemos de outras fon¬tes, temos dificuldade em aceitar esse amor. Aliás, isso é tão difícil, que tal¬vez prefiramos continuar a ser como éramos.
Querido leitor, eu o desafio neste momento a iniciar esse processo de restauração, para que possa erguer bem alto sua cabeça, como filho ou filha de Deus.
Deus Vê o Nosso Coração 1
"Porém o Senhor disse a Sa¬muel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altu¬ra, porque o rejeitei; porque o Se¬nhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Se¬nhor, o coração." (1 Samuel 16.7.)
O Senhor busca pessoas com o coração aberto e receptivo para ele.
Na Bíblia encontramos um exem¬plo de alguém com um coração as¬sim: Davi.
Conhecer a história de Davi é es¬sencial para que possamos compre¬ender o Senhor do impossível. Na vida de Davi podemos perceber o que Deus é capaz de fazer por aqueles que se entregam a ele, permitindo-se serem usados como canais do po¬der divino.
Davi contradiz o mito de que o vi¬gor humano, ou a perfeição, são con¬dições para que experimentemos o poder do Senhor.
Davi era um homem segundo o coração de Deus.
"E, tendo tirado a este, levan¬tou-lhes o rei Davi, do qual tam-bém, dando testemunho, disse: Achei Davi, Filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade." (Atos 13.22.)
Esse extraordinário elogio afirma que Deus tem um coração, e que o segredo para termos uma vida abundante é receber o seu coração em nosso coração.
A psicologia hebraica considera que o coração é a sede da mente e da vontade, juntamente com as emo¬ções físicas. Ele é a dimensão inter¬na da personalidade humana.
O que queremos dizer quando fa¬lamos do coração de Deus? O cora¬ção divino é a sua natureza essenci¬al: sua inteligência, somada ao seu amor e à sua bondade e mais a sua vontade soberana. A maior maravi¬lha para nós é que podemos pensar os seus pensamentos, receber e ex¬pressar o seu amor e desejar a sua vontade. A capacidade de nosso co¬ração corresponde de forma sublime à do coração de Deus.
O que Deus viu nesse rapazinho que cuidava das ovelhas de seu pai, a ponto de perceber nele o potencial para ser o rei de Israel?
O Salmo 23 mostra a humildade de Davi na sua confiança em Deus, como supremo pastor de sua vida.
Nesse maravilhoso salmo, Davi ma¬nifesta a fé que lhe deu coragem para pastorear as ovelhas de seu pai. Para Davi, o Senhor era auto-suficiente. Ele era o seu protetor, provedor e propósito.
Davi procurava ser para o seu re¬banho, aquilo que Deus era para ele. O Senhor era amigo e companheiro.
O Senhor encontrou naquele jovem pastor, a fé sem reservas que deseja¬va, mais que qualquer outra coisa em seu povo.
A maneira de Davi encarar o peri¬go, colocando-se em completa de¬pendência de Deus, convenceu o Se¬nhor de que aquele rapaz, logo que se tornasse adulto, poderia enfren¬tar os perigos que sempre atormen¬tavam a nação de Israel.
A mente de Davi era receptiva; suas emoções, sinceras e espontâne¬as; sua vontade, pronta a obedecer.
Ele cria que, se podia enfrentar e derrotar os leões e lobos que ataca¬vam o seu rebanho, confiando no Senhor, como o seu Pastor, então ele seria capaz também, como homem de Deus, vencer os inimigos de Isra¬el.
Davi era um homem que fora cati¬vado por Deus. Ele desejava agradar e servir a seu Senhor mais que qual¬quer outra coisa.
A chamada de Davi e sua unção por Samuel mostra a qualidade de coração que Deus desejava no novo rei. Os filhos mais velhos de Jessé, todos exemplares e formidáveis, fo¬ram submetidos à inspeção cuidado¬sa de Samuel. Enquanto ele avaliava cada um, considerando-os um rei em potencial, o Senhor o advertia:
"Não atentes para a sua apa¬rência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Se¬nhor, o coração." (1 Samuel 16.7.)
Depois de examinar os sete filhos de Jessé, o profeta foi claro ao afir¬mar:
"O Senhor não escolheu a esses."
E em seguida, perguntou:
"Acabaram-se os teus filhos?"
Não passara pela mente de Jessé, nem por um instante, que seu filho mais moço pudesse vir a ser rei.
"Ainda falta o mais moço, que está cuidando das ovelhas."
Samuel pediu que Davi fosse tra¬zido à sua presença.
A descrição do jovem pastor, feita por Samuel, mostra a manifestação exterior do coração do rapaz:
"Ele era ruivo, de belos olhos e boa aparência."
Enquanto Samuel estudava a face de Davi, que lhe transmitia uma boa impressão, o Senhor falou de sua es¬colha em voz de comando:
"Levanta-te, e unge-o, pois este é ele."
E assim, o velho profeta tomou do seu chifre de azeite e ungiu a Davi, enquanto seus irmãos e seu pai observavam atônitos. O Espírito do Se¬nhor se apossou de Davi, e daquele dia em diante Deus confiou o seu co¬ração ao coração pronto e receptivo do jovem pastor.
Deus está à procura desse tipo de coração em nós. Em cada época de crise, ele busca uma pessoa cujo co¬ração deseja o seu coração. O que chama a atenção no chamado de Davi é que ele não via a si mesmo como o futuro líder de Israel. O úni¬co anseio de seu coração era o Se¬nhor. E Deus fez o resto.
Somos responsáveis somente pelo que está em nosso coração, mente, emoções e vontade. Cuidemos de so¬mente abrigar o que é agradável a Deus e deixemos os resultados com o Senhor.
Depois que o Senhor encontra um coração segundo o seu coração, ele dá dons especiais e, a seguir, mostra que, independentemente das impossibilidades dessa pessoa, pode fazer maravilhas nela e através dela.
Foi o que aconteceu a Davi. De pas¬tor ele chegou a rei de Israel.
O Senhor conhece o nosso cora¬ção. E é baseado nesse conhecimen¬to que ele nos chama para servi-lo. Ele não vê nossa aparência, nosso carisma, simpatia, eloqüência ou be¬leza.
Quando o Senhor me chamou para ser pastor, eu não exercia ne¬nhum cargo na igreja que eu freqüen¬tava. Nem mesmo lembravam de mim na época da eleição para os car¬gos de liderança da mocidade.
Eu nunca fui escolhido para nada. Contudo Deus me chamou, de uma maneira clara, para o ministério. Eu estava participando de um culto, onde havia mais de mil pessoas no auditório. O Senhor usou o pastor e uma conferencista para me dizer:
'Jovem, eu te escolhi. Levanta-te."
E eu, que não era indicado para nenhum cargo na mocidade, mais tarde fui um pastor naquela igreja.
Por quê? Porque o Senhor via o
meu coração. Ele sabia da minha dis¬posição em servi-lo. Conhecia o meu amor e dedicação a ele.
A Oferta da Viúva
"Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio.
"Viu também certa viúva po¬bre lançar ali duas pequenas moedas; e disse:
"Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos.
"Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes so-brava; esta, porém, da sua po¬breza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento." (Lucas 21.1-4 - grifo do autor.)
O Senhor olhou para o coração daquela viúva. Aquilo que ofertamos ao Senhor de todo o nosso coração é, para ele, de valor inestimável.
Façamos como essa viúva. Colo¬quemos o nosso coração nas mãos do Senhor. Pois é o nosso coração que interessa a ele:
"Dá-me, filho meu, o teu cora¬ção, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos." (Provérbi¬os 23.26.)
Deus Vê o Nosso Potencial 2
Guilherme Carey, que é conside¬rado o "pai do movimento moderno de missões", foi um simples sapatei¬ro em Londres. Contudo ele tinha um propósito de vida que o levou a ser uma das maiores figuras da história do cristianismo. Seu lema era:
"Espere grandes coisas de Deus, realize grandes coisas para Deus."
O Senhor quer efetuar grandes maravilhas através de nós.
Mas o nosso futuro começa no pensamento. Por isso é importante que tenhamos um pensamento sadio, um conceito adequado de nós mes¬mos. Só conseguiremos isso se acei¬tarmos aquilo que Deus pensa e diz a nosso respeito. Na verdade, isso não é apenas importante. É decisi¬vo.
Certa vez, ouvi a história de um fazendeiro que encontrou um ninho de águias. Dentro dele havia um filhote. Ele o pegou e o levou para casa e passou a criá-lo no galinhei¬ro.
A ave cresceu no meio das gali¬nhas, acreditando ser uma delas. Já grande, ciscava no terreiro e dor¬mia empoleirada como todas as outras.
Ela possuía fortes asas que pode¬riam levá-la para bem longe dali - para as alturas e para a liberdade - no momento em que ela quisesse.
Mas aquele homem nem precisa¬va prendê-la para que ficasse no seu quintal, comendo ração e caçando minhocas.
A ave não sabia do que era capaz. Desconhecia o fato de que era águia. Julgava-se tão galinha quanto as companheiras de poleiro. E, por isso, só conseguia ter uma vida de galinha.
E muitos de nós vivem assim. Te¬mos o potencial de voar nas alturas, como as águias. Contudo, por medo, covardia, ou uma falsa imagem de nós mesmos, vivemos como "gali¬nhas", presas ao chão. Temos os céus como limite, e nos contentamos com a "grama" do quintal.
Precisamos compreender que o Senhor nos deu capacidade e talen¬tos, e que temos potencial para al¬cançarmos o que Deus quer. E te¬mos de desenvolvê-los, aplicá-los e fazer a obra que o Senhor tem para nós.
A Bíblia mostra exemplos de pes¬soas que, aparentemente, não pode¬riam fazer nada para Deus, mas que foram responsáveis por grandes livramentos e obras no meio do povo de Israel.
1. Moisés
Moisés foi uma criança nascida no meio da pobreza e da escravidão que, depois de descoberta pela filha de Faraó, foi criada no luxo e esplendor da realeza egípcia.
Moisés teve a melhor educação, treinamento militar e preparo social que o dinheiro podia comprar. Ele ti¬nha aparência de egípcio, andava como egípcio, falava como tal.
Contudo, no coração, era hebreu. Quando ele viu um egípcio maltra¬tando um hebreu, não conseguiu se controlar. Tentou defender o hebreu e acabou matando o egípcio. Assas¬sinato era um crime passível de mor¬te, mesmo para um membro da fa¬mília real.
Moisés, que passara anos viven¬do em riqueza e luxo no palácio, teve de fugir de Faraó. Foi para o deserto de Sinai, e chegou a Midiã. Lá, viveu por quarenta anos. O homem que nasceu pobre mas fora criado no luxo, acabou vivendo na obscuridade do deserto. Ele achava que Deus havia desistido dele. No entanto o Senhor o preparava para ser um lí¬der mais forte e mais eficiente no fu¬turo.
Depois de viver quarenta anos no deserto, cuidando do rebanho de seu sogro, Moisés teve um encontro com Deus. Ele foi ao monte Sinai, e, na encosta da montanha, viu uma sarça que ardia em chamas, mas não se consumia.
Aquele fato o impressionou tan¬to que resolveu aproximar-se para melhor examinar o fenômeno. Pen¬sou:
"Irei para lá e verei o que causa essa grande maravilha, pois a sarça não se queima."
Moisés não entendia por que aquilo estava acontecendo. Então subiu ao monte para verificar o fenômeno mais de perto. A Bíblia relata que o
Senhor apareceu a ele no meio do fogo da sarça e lhe disse:
"Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor... por isso, desci a fim de livrá-lo..." (Êxodo 3.7,8.)
Moisés ficou feliz ao ouvir aquelas palavras. Contudo, o que Deus lhe disse a seguir, deixou-o apavorado.
"Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito." (Êxodo 3.10.)
Moisés apresentou algumas des¬culpas para não obedecer a essa or¬dem do Senhor:
1. "Quem sou eu para ir a Faraó?" Não sou a pessoa certa.
2. "Que lhes direi?" Não sei o que dizer.
3. "Mas eis que não crerão." Sou inseguro.
4. "Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, pois sou pesado de lín¬gua." Não sou capaz.
5. "Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim." Não sirvo para este "trabalho.
Nós também usamos as desculpas que Moisés apresentou. Talvez Deus tenha falado ao nosso coração, dizen¬do:
"Quero que seja missionário, sir¬va como diácono ou professor de es¬cola dominical (ou qualquer outra po¬sição de liderança)."
Então, respondemos:
"Eu não sirvo para isso. Não sou a pessoa adequada para essa função. Escolha qualquer ura, menos a mim."
E Moisés reagiu dessa maneira.
Contudo o Senhor refutou todas os pretextos de Moisés. Deus sabia do potencial de Moisés:
"Se você acha que tem certas limi¬tações, Moisés, lembre-se de que foi eu que criei você. Eu sou o Deus que o criou do jeito que você é. Quero usá-lo a despeito de suas limitações."
Moisés é um grande vulto da his¬tória da humanidade. Ele é conheci¬do mundialmente. Suas realizações foram notáveis: enfrentou o poderio egípcio, libertou o povo do cativeiro, conduziu-o pelo deserto até a terra prometida. Ele recebeu os dez man-damentos, e foi o grande legislador de Israel. A Bíblia diz que "nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés" (Dt 34.10).
No entanto ele tinha mais de oitenta anos de idade quando realizou esses feitos importantes. Ele nada fez de extraordinário na infância e juventu¬de, nem mesmo na meia-idade. Co¬meteu erros, tornou-se fugitivo, viveu no fracasso e no anonimato.
Contudo, a partir de um novo re¬lacionamento com Deus, encontrou um objetivo para sua existência e des¬cobriu os recursos para realizá-lo. Ele experimentou a alegria de ser útil, e também a satisfação de ser usado pelo Senhor para abençoar outras pessoas.
De que precisamos para ter nos¬sos dias transformados como os de Moisés. O que nos falta para revolu¬cionar o mundo ao nosso redor?
Precisamos ver em nós o que o Se¬nhor enxerga: um potencial para re¬alizar maravilhas em nome de Deus.
Deixemos que Deus esteja em nos¬sa vida, que controle nossos passos e use nossos recursos.
2. Gideão
Conta-se que uma pulga morava na orelha de um elefante. Certo dia, quando ele atravessava uma ponte de madeira, essa estalou e balan¬çou um bocado com o peso. Depois que chegaram ao outro lado, a pul¬ga, toda orgulhosa, disse ao elefan¬te:
"Puxa, rapaz, você viu como a pon¬te tremeu quando nós passamos?"
Mas essa pulga faz parte de uma minoria. A maioria das pessoas tem um senso de valor próprio muito baixo. Não reconhecem que têm po¬tencial para realizar grandes coisas.
Esse era o caso de Gideão.
Juizes 6.1 descreve o que aconte¬cia nos dias de Gideão:
"Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; por isso, o Senhor os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos."
Os midianitas eram os bandidos da época, que saíam do deserto onde habitavam e atacavam as fa¬zendas de Israel, tirando delas tudo que podiam. Eles investiam contra as pessoas nos vales, rou¬bavam comida e gado, destruíam vilas e perseguiam os israelitas pe¬los montes.
Esses bandidos atacaram por sete anos seguidos. Sempre que, depois de haverem semeado, os israelitas se preparavam para a colheita, os midianitas atacavam e roubavam tudo. Os resultados eram assoladores.
Então o Senhor escolheu Gideão para ser o libertador do seu povo.
Quando Deus foi ao encontro de Gideão, este estava escondido em um lagar. O lagar era um buraco fundo, revestido de pedra. Eles jo¬gavam as uvas lá dentro e depois alguém as pisava para extrair-lhes o suco.
Gideão estava dentro do lagar. Aquele local não era apropriado para debulhar esse cereal. O trigo era malhado na eira, um espaço amplo e arejado, para que o vento soprasse as impurezas do cereal, no momen¬to em que o lançavam para cima. Contudo Gideão estava evitando os lugares abertos. Ele estava apavora¬do e "morrendo de medo" dos midi¬anitas.
Foi então que o anjo do Senhor, vestido como um pastor, veio e sentou-se debaixo de um carvalho, pró¬ximo ao lagar.
O anjo deve ter achado aquela cena engraçada. De vez em quando, um montinho de grãos de trigo pulavam lá de dentro. Metade caía do lado de fora, metade caía de volta lá dentro... Finalmente, o anjo concluiu que se¬ria melhor dizer alguma coisa ao ho¬mem que estava sentado lá dentro, escondido, temeroso. O anjo levan¬tou-se, aproximou-se de Gideão, e disse:
"O Senhor é contigo, homem va¬lente." (Juizes 6.12.)
Gideão deve ter pensado:
"Homem valente? Eu? Ele perdeu o juízo. Estou morrendo de medo! Estou aqui escondido porque temo o que possa me acontecer!"
Deus tinha um bom conceito de Gideão:
"O Senhor é contigo, homem va¬lente" (v. 12). Essas foram as palavras que o Senhor usou para saudá-lo.
Gideão, porém, tinha uma opinião bem diferente a seu próprio respei¬to. O Senhor o via como uma pessoa forte e valorosa, mas ele se enxerga¬va como um abandonado, fraco, po¬bre e pequeno:
"E ele lhe disse:
"Ai, Senhor meu! Com que li¬vrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manas¬ses, e eu, o menor na casa de meu pai." (Juizes 6.15.)
Gideão afundara-se no comple¬xo de inferioridade. Ele se sentia paralisado e infeliz. Mas o Senhor resolveu curá-lo de sua auto-imagem negativa. E como Deus fez isso?
E Deus usou a sua Palavra para agir na vida de Gideão, arrancando o conceito errado que ele tinha de si mesmo. E do mesmo modo que ele atuou na vida de Gideão, ele quer operar em nós. Precisamos crer que, de acordo com a Bíblia:
1. Não estamos sozinhos.
"O Senhor é contigo." Não impor¬ta o que sejamos ou façamos, existe alguém que acredita em nós. Ainda que mais ninguém confie em, ainda que nem nós mesmos confiemos na nossa capacidade, Deus acredita. O Senhor de que somos capazes, ele conhece o nosso coração. O Senhor quer atuar em equipe conosco. E, com o Senhor, somos mais que ven¬cedores.
2. Temos valor
"Homem valente." É assim que Deus nos vê. Temos de nos enxergar¬mos assim também. Fomos criados à imagem e semelhança do Senhor. Jesus, pelo seu sangue, nos resga¬tou da morte. Somos possuidores de talentos naturais e dons espirituais.
Sem dúvida somos seres muito im¬portantes. Talvez, ao olharmos para nós mesmos, não consigamos enxer¬gar, facilmente, as qualidades que Deus vê.
3. Em Deus, somos fortes
"Vai nessa tua força." Gideão não era preguiçoso. Pelo contrário, esban¬java energia. Quando o Senhor veio até ele, ele estava malhando o trigo no lagar. Certamente esse é um tra¬balho pesado. Gideão revelou-se muito dinâmico e capaz.
O problema é que Gideão estava empregando toda a sua força para os fins errados: esconder-se, mur¬murar e reclamar. Ele deveria usar essa força de maneira construtiva.
Será esse o seu caso, querido lei¬tor?
4. Deus nos ajudará
"Eu estou contigo." O Senhor não será nosso parceiro se mantivermos uma atitude de auto-depreciação.
Contudo, se mudarmos nossa manei¬ra de nos ver e acreditar em nós mes¬mos, crendo que somos capazes de lutar e vencer as batalhas da vida, podemos contar com ele!
Deus tomou a pessoa menos ca¬paz em Israel, tocou em sua vida e lhe deu poder para vencer uma das batalhas mais incríveis de que se tem notícia.
Gideão tornou-se um dos maio¬res comandantes da história da hu¬manidade. Com apenas trezentos homens, ele derrotou cento e trinta mil inimigos armados. Foi um feito militar até hoje inigualado. O pró¬prio Gideão deve ter se surpreendi¬do com esse acontecimento. Ele não sabia do que era capaz, mas Deus sabia. O Senhor acreditava em seu servo. E quando Gideão passou a acreditar em si mesmo, sua vida mudou.
Certa ocasião, logo no começo da minha vida cristã, eu cheguei em casa e disse para minha mãe:
- Mãe, eu vou para o seminário. Quero ser pastor.
- Você não sabe nem falar, respon¬deu-me ela, rindo, meio incrédula. Não acha que está sonhando alto de¬mais?
- Mãe, eu sei falar. Falo baixinho, mas eu sei, disse para ela.
Eu sabia que Deus é o dono da voz, e que se eu não tivesse voz, ele me ajudaria e faria minha voz mudar.
E eu perseverei, crendo que o Se¬nhor podia agir em minha vida. Eu cria que ele me capacitaria a ser um pastor de acordo com a vontade e o coração dele.
Deus sabe do seu valor! Pare de esconder-se! Mostre-se! No princípio talvez seja difícil. Será necessário coragem para agir de um jeito dife¬rente desse a que você se habituou. E preciso determinação para fazer coisas novas e aprender com os er¬ros que naturalmente irá cometer. Mas a presença de Deus, acreditan¬do, dando força, abençoando, é garantida. E ela é suficiente para fazer de você mais do que um vencedor. "Eu estou contigo", é a promessa do Senhor.
Deus nos Vê com Amor 3
"Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compade-ceu-se dela e curou os seus en¬fermos." (Mateus 14.14 - grifo do autor.)
El Roí - O Deus que Vê
"Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?" (Gênesis 16.13.)
O Senhor é El Roí, o Deus que vê. Ele é onipresente, e seus olhos não estão fechados. Ele não está dormin¬do, alheio às circunstâncias. Ele vê.
Nessa passagem de Gênesis 16, o anjo do Senhor encontra a escrava Hagar, perdida no deserto, depois de fugir de sua ama, Sara.
Nada está escondido aos olhos do Senhor. Ele nos vê, mesmo quando estamos perdidos, no deserto, seden¬tos, desesperados.
Jesus Vê
"Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença." (João 9.1 - grifo do autor.)
Esse homem nascera assim. Seus olhos jamais viram a beleza de uma paisagem ou um lindo pôr-do-sol. Sua vida era escura, sem cores.
Naquele tempo, um homem cego estava condenado ao abandono e à miséria.
Miserável. Acabado. Ele se sentia assim. Se morresse, ninguém perce¬beria que ele se fora. Ninguém se importava com ele. Quer dizer... qua¬se ninguém, porque a Bíblia diz que "caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença".
Jesus é maravilhoso. Não importa como estejamos, ele nos vê.
Ele viu, no meio da multidão, aquele pobre cego. Ninguém passa despercebido para Jesus. Ele sabe quando um pássaro morre e quan¬do um fio de cabelo cai.
Cada um de nós é único para o Senhor. Ele se preocupa conosco. Ele conhece todos os nossos sonhos, frustrações e tristezas.
Ele viu o cego. E vê a nós também.
"Agora Vejo!" 4
"Então, chamaram, pela se¬gunda vez, o homem que fora cego e lhe disseram:
"Dá glória a Deus; nós sabe¬mos que esse homem é pecador.
"Ele retrucou:
"Se é pecador, não sei; uma coi¬sa sei: eu era cego e agora vejo." (João 9.24,25.)
O Senhor abre os nossos olhos. Esse é um verdadeiro milagre. Temos de aprender a ver - as pessoas e a nós mesmos - como o Senhor enxer¬ga.
Ver com os Olhos de Deus
"Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
"Jesus, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, pergun¬tou-lhe:
"Vês alguma coisa?
"Este, recobrando a vista, res¬pondeu:
"Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.
"Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabe¬lecido; e tudo distinguia de modo perfeito." (Marcos 8.22-25.)
Geralmente quando Jesus curava, só tocava na pessoa, ou dizia algu¬mas palavras, e a pessoa era imedi¬atamente curada.
Contudo, nessa passagem de Mar¬cos 8, a cura se deu em duas etapas:
Uma Visão Adulterada
Jesus tocou os olhos do homem, e perguntou-lhe:
"Você está vendo alguma coisa?"
Ele, então, respondeu:
"Vejo pessoas; mas elas parecem árvores, andando."
Esse é o problema de muitos cris¬tãos. Quando olham ao redor, não distinguem a imagem divina estam¬pada nas pessoas. Não vêem o quan¬to são importantes para Deus.
Até mesmo a imagem que têm de si mesmo é deturpada.
Uma Visão Correta
Então, Jesus toca novamente aquele homem. E a sua visão se tor¬na perfeita. Então ele passa a ver tudo de maneira clara, sem distorções.
O mesmo precisa acontecer com cada um de nós. Temos de ver que todas as pessoas, aos olhos de Deus, possuem um valor inestimável.
Não importa o modo como vivem.
O Senhor acredita no potencial de cada uma delas.
Tanto os vencedores quanto os perdedores são importantes para o Senhor.
Tenho o privilégio de conviver com alguns irmãos, verdadeiros tesouros de Deus. Contudo, aos olhos huma¬nos o futuro deles seria a morte, a cadeia ou a miséria. Mas são pessoas prósperas, atuantes na igreja. Por quê? Porque foram olhadas com amor, com esperança.
Todos são amados por Deus. O Senhor chama todos os homens para fazerem parte de sua família.
Devemos começar a enxergar as pessoas como tesouros de Deus.
O Senhor nos ama e é dessa ma¬neira que ele nos vê:
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Fi-lho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16.)
"E andai em amor, como tam¬bém Cristo nos amou e se entre¬gou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aro¬ma suave." (Efésios 5.2.)
Conclusão
Deus quer nos usar como instru¬mentos vivos para sua glória.
O Senhor nos vê como uma se¬mente. Não somos estéreis; o Senhor determinou que nos multiplicásse¬mos. E, da mesma forma que uma semente produz árvores, frutos e tudo o que isso implica - imóveis, fa¬zendas, navios, empregados, prospe¬ridade - nós também seremos prós¬peros e férteis para o Senhor.
Nós temos o dom e a capacidade de Deus. E o Senhor quer que viva¬mos de acordo com essa verdade.
Que nós tenhamos consciência de nosso valor perante Deus.
Não podemos nos ver como o mun¬do vê. Não nos consideremos fracas¬sados, incapazes ou infelizes, somen¬te porque o mundo nos vê assim.
O que vale é o que o Senhor pensa de nós, o que Deus espera de nós.
Não temos o direito de ignorar os talentos que o Senhor nos concedeu, enterrando-os no terreno do medo da opinião dos outros.
É pecado destruir os sonhos que o Senhor tem para nós. Pecado não é somente roubar, matar, adulterar.
"Portanto, aquele que sabe que deve Jazer o bem e não o faz nis¬so está pecando." (Tiago 4.17.)
O Senhor tem planos lindos para nós. Ele é um sonhador e quer que nós também tenhamos sonhos e lu¬temos por eles.
Pecamos a Deus para abrir nossos olhos, para que vejamos as fontes que há junto de nós, bem como o caminho que se abre à nossa frente." (F. B. Mayer.)
Querido leitor, precisamos nos ver como o Senhor vê. Então faremos grandes coisas para ele.
Oração
Senhor,
Faça com que vejamos através de teus olhos.
Que possamos vislumbrar as ma¬ravilhas que o Senhor tem reserva¬do para nós.
Entendemos que cada circunstân¬cia que temos de enfrentar traz uma bênção e uma oportunidade para nosso crescimento.
Nós te agradecemos, Senhor, pois olhas para nós com amor e miseri¬córdia.
Em nome de Jesus,
Amém
Ministério Pr. Jorge Linhares
Se esta leitura o abençoou;
Trouxe edificação para você e sua família;
Fez com que sonhos se tornassem realidade;
Foi instrumento profético de Deus;
E, com gratidão a Deus, você queira investir
em nossa vida, no Ministério...
Ficaremos muito gratos, pois poderemos abençoar
mais vidas, em nome do Senhor Jesus.
Jorge Linhares Jorge Linhares
R. Leopoldinha Cardoso, 326
domingo, 8 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Lições da vida de Gideão
Depois da morte de Josué, o povo de Israel passou por mais de três séculos nos quais "não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto" (Juízes 17:6; 21:25). Durante esse período, se repetia várias vezes o mesmo ciclo: Œ O povo obedecia a Deus por algum tempo e, depois, afastou-se dele. Ž Como alerta ao povo rebelde, Deus permitia que um inimigo o oprimisse. Quando o povo se arrependia e pedia libertação, Deus mandava juízes para livrá-lo das mãos dos inimigos.‘ O povo resgatado servia ao Senhor durante o resto daquela geração, assim começando, de novo, o ciclo. Gideão foi o quinto dos juízes ou libertadores, apresentado em Juízes, capítulos 6, 7 e 8. Da vida dele, podemos aproveitar muitas lições valiosas.
Homem valente ou homem tímido?
Os midianitas oprimiram os israelitas por sete anos. Eles subiam cada ano e tomavam os produtos alimentícios dos campos e todos os animais dos hebreus. Para sobreviver, os israelitas escondiam alimentos do inimigo. Gideão estava preparando comida para escondê-la quando o Anjo do Senhor apareceu. Imagine este homem, trabalhando com medo do inimigo, quando ele ouviu as palavras do Anjo: "O Senhor é contigo, homem valente" (Juízes 6:12). Pela resposta de Gideão, parece que ele nem pensou no significado da frase "homem valente". Ele entrou diretamente numa discussão com o anjo sobre a presença de Deus. Ele não entendeu como Deus, estando com o povo, deixaria Israel sofrer. Deus continuou a conversa, desafiando Gideão a resolver o problema. Já que ele duvidou da presença de Deus, devia ir na sua própria força (Juízes 6:14). Isso não! Gideão, agora, sentiu tão incapaz que procurou uma saída da missão dada por Deus. Ele explicou que era uma pessoa pequena de uma família insignificante de uma tribo pouco importante. Gideão não veio ao Senhor como homem valente. Deus ia fazer dele um líder corajoso.
A força verdadeira do servo do Senhor não vem de si mesmo, e sim de Deus. Ninguém é forte o bastante para resolver seus próprios problemas sozinho, especialmente quando falamos sobre nosso problema principal: o pecado. Dependemos de Deus e de sua graça (Efésios 2:8-9). Paulo disse: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Os homens valentes, hoje em dia, são aqueles que confiam no Senhor.
"Eu estou contigo"
Nas conversas com Gideão, Deus afirmou sua presença repetidas vezes. Primeiro, ele afirmou por palavras: "Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem" (Juízes 6:16). Segundo, ele afirmou por sinais. Antes da primeira missão de Gideão, Deus lhe deu um sinal impressionante. O Anjo do Senhor causou subir fogo para consumir a oferta de Gideão. Enquanto pessoas faziam ofertas ao Senhor todos os dias, era muito raro o próprio Senhor mandar o fogo para as consumir. Antes de sua segunda missão, Gideão recebeu mais três sinais. Deus deixou o orvalho molhar uma porção de lã sem molhar a terra em volta dela (Juízes 6:36-38). Na noite seguinte, ele fez ao contrário, deixando a lã seca no meio de terra molhada (Juízes 6:39-40). Nas vésperas da batalha, Deus permitiu que Gideão ouvisse uma conversa entre dois soldados midianitas, confirmando a sua vitória iminente (Juízes 7:9-15). Terceiro, Deus afirmou sua presença através de promessas cumpridas, principalmente no livramento do povo pela mão de Gideão (Juízes 6:16; 7:7,22; 8:10-12). As demonstrações de Deus foram convincentes. Gideão foi convertido!
A maior bênção imaginável é a presença do Senhor em nossas vidas. Quando Jesus veio ao mundo para habitar ou fazer seu tabernáculo entre os homens (João 1:14), foi lhe dado o nome Emanuel, "Deus conosco" (Mateus 1:23). No final da sua missão terrestre, ele foi preparar um lugar para nós na presença de Deus (João 14:1-4). Ele prometeu fazer morada naqueles que o amam (João 14:23).
A missão começa em casa
Uma vez que Deus chamou a atenção de Gideão, ele lhe deu a sua primeira missão: destruir os ídolos do próprio pai e fazer um altar ao Senhor no mesmo lugar (Juízes 6:25-26). Gideão levou dez homens consigo e cumpriu o mandamento do Senhor na mesma noite. Os vizinhos ficaram irados, mas o pai de Gideão entendeu o significado de seu ato e o defendeu. Um "deus" que não consegue se defender contra um punhado de homens não merece defesa pelos homens. Parece que Joás, pai de Gideão, foi o segundo convertido nessa história.
A nossa missão, como a de Gideão, começa em casa. Tanto no Velho como no Novo Testamento, Deus destaca as nossas responsabilidades em relação à própria família. Filhos devem obedecer e honrar aos pais (Efésios 6:1-3). Maridos e esposas devem amar um ao outro (Efésios 5:25; 1 Pedro 3:7; Tito 2:4-5). Pais devem instruir os filhos, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor (Deuteronômio 6:6-7; Efésios 6:4). Um dos alvos de cada servo de Deus é de influenciar sua família para servir ao Senhor (Josué 24:15).
Deus dá a vitória
Chegou o dia da grande batalha (Juízes 7). Gideão conduziu seu exército de 32.000 israelitas para o campo de conflito contra 135.000 midianitas. Sua desvantagem militar era de 4 contra 1! Deus não deixou Gideão entrar na batalha com este número de soldados. Em duas etapas, ele diminuiu a força militar de Israel. Primeiro, 22.000 voltaram para casa, e os midianitas ficaram com uma vantagem de 13,5 contra 1. Na segunda etapa, Deus mandou embora mais 9.700 israelitas, deixando Gideão com apenas 300 soldados. Para vencer o inimigo, cada soldado israelita teria que vencer 450 do inimigo!
Deus, na sua perfeita sabedoria, tinha um propósito bem definido nesta redução das forças militares de Israel. Ele mandou seu exército à batalha com uma desvantagem tão grande que ninguém poderia dizer: "A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2). Usando uma estratégia que não fez nenhum sentido, em termos militares, a pequena banda de israelitas venceu o exército dos midianitas.
Até hoje, muitas pessoas não aprenderam esta lição. Confiam em números, achando que grandes multidões são evidência da aprovação de Deus. Dependem de estratégias e táticas humanas e carnais para alcançar alvos de crescimento de igrejas. E, no fim, se gabam em seus relatórios, destacando os grandes feitos de homens. Muitos missionários e outros líderes religiosos, como os midianitas, confiam nos grandes números e nas táticas humanas (igrejas promovendo atividades não espirituais para aumentar sua freqüência, ensinando mensagens diluídas que parecem mais relevantes aos seus ouvintes carnais do que a mensagem da cruz, destacando edifícios impressionantes para atrair pessoas que não aceitariam a chamada simples de um Salvador humilde, etc.)
Mas, os verdadeiros servos de Deus não desviarão para tais caminhos errados. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5). "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8:31).
Rejeição daqueles que ficaram em cima do muro
Gideão e sua banda de homens cansados perseguiram os midianitas (leia Juízes 8:1-21). Quando os soldados israelitas passaram nas cidades de Sucote e Penuel, eles pediram pão. Os homens dessas cidades não mostraram coragem para tomar uma atitude durante a batalha. Com medo de ofender os reis dos midianitas, eles recusaram ficar em pé com os homens de Deus. Só depois da batalha, quando baixar a poeira, apoiariam os servos do Senhor.
A decisão desses homens mostrou uma preocupação política ao invés de convicção espiritual. Pensaram mais na influência de homens importantes do que na palavra do Senhor. Gideão não aceitou tal postura. Ele voltou às mesmas cidades e castigou os covardes que recusaram apoiar os servos do Senhor na hora da batalha.
Gerações antes, Josué chamou o povo para tomar uma decisão para Deus e contra os falsos deuses (Josué 24:14-16). Séculos depois, Elias desafiou o povo indeciso com estas palavras: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém, o povo nada lhe respondeu" (1 Reis 18:21).
Hoje, muitas pessoas religiosas que alegam ser discípulos de Cristo demonstram a mesma covardia. Definem suas posições doutrinárias e práticas pelo vento de opiniões. Entendem mais de IBOPE do que de fé, mais de tradição do que de verdade, e mais de partidos do que de convicções. Paulo mostrou que o cristão deve sempre definir a sua posição pela palavra de Deus, e não pela opinião da maioria: "Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10).
Bons homens tropeçam
Apesar de sua ilustre carreira militar, Gideão não era perfeito. O povo lhe agradeceu com um presente: argolas de ouro do despojo da batalha. Gideão usou o ouro para fazer uma estola sacerdotal que ele colocou na cidade dele. Não sabemos a intenção dele, mas os resultados são evidentes. O povo usou aquela estola como um tipo de ídolo, e logo iniciou o próximo ciclo de apostasia. Leia o relato em Juízes 8:22-35.
Devemos aprender desse erro. Às vezes, bons homens nos ajudam a sair da confusão religiosa, como Gideão ajudou os israelitas a saírem da idolatria. Esses homens podem nos ajudar em muitos sentidos, mostrando como respeitar a palavra de Deus em tudo que fazemos. Mas, eles ainda são homens. Da mesma forma que Gideão tomou o primeiro passo de volta à idolatria, bons homens hoje podem tropeçar e conduzir outros, de volta, à confusão religiosa. É uma ironia triste que, ao longo da História, muitos movimentos religiosos que começaram com tentativas de sair dos sistemas errados de denominações humanas resultaram na criação de novas denominações, com suas próprias tradições e falhas humanas. O fato que alguém nos ajudou no passado não garante que sempre nos conduzirá no caminho de Deus. Paulo mostrou que bons exemplos ajudam somente quando seguem a Cristo (1 Coríntios 11:1), e disse: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22).
Conclusão: a grandeza de Gideão
Gideão será lembrado eternamente como exemplo de fé (veja Hebreus 11:32). A grandeza desse homem não se encontra na sua força física, nem na sua inteligência, nem na sua auto-confiança. A Bíblia não comenta sobre sua aparência física nem sobre seu jeito de falar. Gideão se destacou na História, não por ser um grande homem, mas por ter um grande Deus. Deus é capaz de transformar os fracos, os tímidos e os abatidos para dar grandes vitórias ao seu povo. Como Gideão disse: "O Senhor vos dominará" (Juízes 8:23).
-por Dennis Allan
O Pequeno Exército de Gideão
Os israelitas tinham sofrido sete anos de opressão. Todos os anos, os midianitas, os amalequitas e os povos do Oriente invadiam seu território com um grande exército e destruíam suas searas e seu gado. O povo escolhido de Deus, sofrendo por causa de seu próprio pecado, buscava refúgio em cavernas e escondia do inimigo alimento apenas para sobreviver. "Assim, Israel ficou muito debilitado com a pre-sença dos midianitas" (Juízes 6:6).
Deus ouviu o choro arrependido de seu povo, e resolveu salvá-lo de um modo incomum. Ele come-çou com um homem tímido chamado Gideão, que vinha de uma família pobre e insignificante da tribo de Manassés. Pri-meiro, Deus converteu Gideão, dando prova clara de sua autoridade e poder divinos. Em seguida, Gideão teve que destruir os ídolos de seu próprio pai, assim tirando a influência do pecado de sua própria família. Então, ele chamou soldados de quatro tribos de Israel para lutar contra o formidável exército dos invasores. Ele reuniu 32.000 soldados para tentar derrotar 135.000 soldados inimigos. Ao entrentar uma situação em que havia quatro soldados do inimigo para cada um deles, eles se prepararam para a batalha.
Deus disse que havia soldados demais no exército israelita, assim os que estavam amedrontados foram para casa. Dez mil permaneceram. Com mais de 13 soldados inimigos para cada guerreiro israelita, Deus disse que ainda eram demais! Ele deu ordem a Gideão para dispensar 9.700 dos soldados que resta-ram. Agora a diferen-ça era mais amedron-tadora: 450 a 1. Tal-vez você já conheça o resto da história. Deus transformou um co-mandante tímido e seu pequeno exército de 300 em grandes vitoriosos.
Você já se sentiu alguma vez assober-bado pela força do pecado e pasmado por tentações desnorteantes? Simplesmente imagine o que o Deus que venceu os midia-nitas com o pequeno exército de Gideão poderia fazer com sua vida!
Jesus disse: "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono" (Apocalipse 3:21). Você confiará nele o bastante para vencer os inimigos da tentação e do pecado?
OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO
TEXTO
Juizes – 6: 24 a 26
24. Então Gideão edificou ali um altar ao SENHOR, e chamou-lhe: O SENHOR É PAZ; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas.
25. E aconteceu naquela mesma noite, que o SENHOR lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele.
26. E edifica ao SENHOR teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.
Ø INTRODUÇÃO
Esta é uma passagem muito conhecida dos cristãos, uma passagem, da qual muitas mensagens fluíram e alimentaram o povo de Deus. Eu gosto muito de falar de coisa conhecidas, penso que nos ajudam a memorizar a mensagem.
Gideão era Judeu, filho de Joás, seu nome significa “derrubador”, e o nome de seu pai, “O Senhor nos ajudou”, assim Gideão que também foi um Juiz em Israel começa nossa mensagem, mas para que c cheguemos ao final, é que você conheça um pouco da história de um povo que levava em seu nome o verdadeiro Deus.
Israel era nos dias de Gideão, humilhada por um povo, os midianitas, que de tempo em tempo vinham e roubavam e saqueavam todo o Israel, juntamente com os amalequitas, levando sua comida e o seu gado, pois o Senhor havia dado Israel nas mãos dos midianitas (vr.1), e o medo dos Israelitas era tão grande que chegaram a cavar cavernas para se esconderem do inimigos, e com isso os filhos de Israel empobreceram diante de seus inimigos, então o povo começou a clamar a Deus, e clamando o povo, diz a bíblia que o Senhor enviou um profeta, para que falasse ao povo aquilo que estava no coração de Jeová.
Esta era a situação do povo de Israel diante da adversidade que eles enfrentavam, tais como fome, medo, pobreza e vergonha. Para isto gostaria que abrisse seu coração e se alimentasse da mensagem que virá agora.
Talvez neste momento você esteja sendo saqueado por seu inimigo, talvez neste momento sua família esteja sendo saqueada, ou sua empresa esteja na mesma situação, pois o fato de vivermos momentos difíceis não significa que Deus nos abandonou, pois sempre quando prego a palavra do Senhor digo uma frase que se tornou uma lição em minha vida, e quero que você escreva esta frase bem dentro de seu coração: “DEUS SÓ APROVA AQUELE QUE ELE PROVA”.
Então se você esta em uma situação de adversidade, lembre-se, você está sendo provado! Então não desonre a Deus, pois Ele confia em você.
Ainda que seu pecado o tenha levado a esta situação, como foi com Israel, Deus hoje está lhe enviando um profeta.
Ø O INIMIGO PODE ESTAR PERTO!!!
Os midianitas eram parentes dos Israelitas, pois eram descendentes de Mídiã, um filho de Abraão e Quetura em seu segundo casamento. Eram um povo nômade que vivia ao leste do rio Jordão do mar Morto, ou seja, ficavam no lado oriental de Gileade, Moabe e sul de Edom para o noroeste da Arábia.
Os amalequitas eram uma tribo também nômade, localizada no Neguebe, na península do Sinai, eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú (Gn 36: 12, 36). Os Midianitas e os Amalequitas formaram uma coalizão, para ferirem a Israel.
Sabe o que aprendo aqui? É que muitas vezes, ou na maioria das vezes, nossos inimigos estão perto de nós, pois ninguém que esta longe pode nos atingir com uma “pedrada”, mais aqueles que estão por perto, estes são os que mais nos machucam, talvez por conhecerem um pouco mais de nós mesmos. Por isso tome cuidado com aqueles que estão perto de ti, pois parecem ser seus amigos, mas mesmo tendo um parentesco, não são confiáveis.
Outra coisa excepcionalmente incrível é que para trazer Israel novamente para o caminho de Deus, Ele, Jeová, usará sempre alguém que esteja perto de você, pois Deus tem pressa que voltemos aos seus braços.
Ø QUANDO VEM A ADVERSIDADE.
A bíblia nos revela que Deus entregou Israel nas mãos dos midianitas, mas isso não significa que Ele fosse mau, pois na verdade o que levou Israel a ser humilhada por seus inimigos foi o pecado, e o pior dos pecados em minha opinião, é a idolatria, pois este pecado mostra que Israel era um povo ingrato, mostra que se esqueceram das coisas que Jeová havia feito no meio deles.
Quando o povo de Israel sai do Egito, Deus fala para que Moisés ajunte o povo, e diga para os pais contarem para seus filhos, e os filhos contarem para os filhos de seus filhos, e que se passasse de geração em geração as maravilhas que Ele, o Senhor havia feito no meio de seu povo (Ex 10:02). Então isto era um mandamento, que hoje esquecemos de cumprir.
A idolatria havia feito o povo de Israel se afastar de Deus, e isso despertou um sentimento no coração de Jeová (Ex 34:14), o sentimento de ciúme, pois a bíblia fala em muitos relatos que nosso Deus é um Deus Zeloso, o que também pode ser entendido como aquele que sente ciúmes por aquilo que ama.
Como o povo havia se esquecido de Deus, e sempre que pecamos damos legalidade para que a adversidade venha em nossas vidas, assim foi com a nação de Israel, ao se curvarem diante de imagens, deuses pagãos.
O profeta Isaías nos diz que nossos pecados fazem separação entre nós e nosso Deus, e assim nós não o vejamos e Ele não nos ouve (Is 59:2), assim vieram os inimigos e saquearam, humilharam e amedrontaram todo Israel, que por sete anos sofreram. Este relato serve para que nós fiquemos atentos em nossas vidas e assim não permitirmos que as adversidades se levantem contra nossas vidas e soframos nós e nossos familiares.
Sabemos que nossa luta não é contra a carne ou sangue, mas contra satanás e seus demônios (Ef 6:12), então devemos lutar para sermos agradáveis aos olhos de Deus, pois sabemos que nosso acusador está sempre pronto a nos acusar diante de Deus, para assim conseguir uma legalidade e nos atingir com uma tempestade (leia a mensagem TEMPESTADES ESPIRITUAIS).
Mas Israel descobriu que ainda havia um Deus amoroso que está sempre prestes a acudir seus filhos. E nos diz a bíblia que após se passarem sete anos, Israel clamou ao Eterno, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e que clamando Israel, Jeová mandou um profeta, que alertou o povo quanto ao pecado de se esquecerem de Deus, e se curvado diante de imagens, e de terem se esquecidos dos milagres que Ele havia feito no meio do povo, exemplo: A saída do povo do meio do Egito.
Ø A CHEGADA DA VITÓRIA
Quando o povo clama ao Eterno, Deus então envia o profeta, para que saibamos que ainda há profetas na face da terra, que ainda pregam a verdade, doa a quem doer, pois no velho testamento havia três pessoas que lideravam o povo, os Reis, os Sacerdotes e os Profetas, os Reis lideravam o povo politicamente, os Sacerdotes tinham a incumbência de ouvir as lamúrias do povo e leva-las a Deus (sacrifícios), mas os profetas eram diferentes, eles ouviam o coração de Deus e transmitiam ao povo as palavras de Deus, por isso profeta é aquele que fala a mando de Jeová.
O nome do profeta eu não sei, mas de uma coisa sei que ele falou o que estava no coração de Deus. Saiba de uma coisa meu querido irmão, Deus está falando contigo agora, e saiba também que Deus nada fará sem antes ter revelado aos seus profetas (Am 3:7), então somente depois de haver revelado a seu profeta, virá o livramento. Então sua vitória está depois da boca do profeta, por isso continue ler esta mensagem, pois Jeová ainda lhe tem algo a revelar.
Ø OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO
Notem que nos versículos em epígrafe, Gideão faz um sacrifício ao Senhor, mas no versículo seguinte o Senhor, na mesma noite, lhe pede outro sacrifício. Então perguntei ao meu Senhor. Por que pediste outro sacrifício a teu escolhido? O primeiro não valeu? Estava de alguma forma algo errado, que tenha magoado Senhor? Então vejamos o que Jeová quer nos falar, OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO.
1º) O PRIMEIRO SACRIFÍCIO DE GIDEÃO – vr. 24
No primeiro sacrifício, Gideão fez um sacrifício a sua altura e não a altura de Deus, pois teve pressa e sabido é que a pressa é inimiga da perfeição, e meu Deus é prefeito em tudo que faz. Quantas vezes agimos assim, pastores que não preparam mensagem, não ouvem de Deus qual será o recado para o povo, e quantos ainda fazem a obra de Deus relaxadamente (Jr 48:10). Estamos servindo a Deus do nosso modo e não ao modo de Deus, e não é assim que se faz.
Gideão em sua pressa fez ali um altar, não se preocupando qual seriam os critérios de Deus, pois agindo assim Gideão quebrou o protocolo e sua atitude não teve valor diante de Deus, pois com certeza o nosso Deus tem critérios e está tudo escrito. Hoje estamos deixando de ler as Sagradas Escrituras, agindo a nosso modo, por isso muitos dizem, que Deus não os ouve, e não é verdade.
Ao não ouvir aos critérios de Deus, gideão pega alguns pedaços de pedras, que estavam jogadas naquele lugar, pedras que estavam cobertas por lodos. Não é assim que edificamos um altar ao Senhor, um altar se levanta com pedras limpas, lavadas. Veja que todas as vezes que Deus vai se relacionar com seu povo no Velho Testamento, ele se relaciona através de um altar, e nós somos hoje as habitações de Deus na terra (I Co 3:16).
Após ter pegado pedras sujas e erradas, Gideão busca a lenha, mas uma lenha feita de gravetos, molhados, madeira vulgar. Isso não te lembra nada em sua vida. Queremos que Deus responda a um sacrifício “chulé”. A lenha na bíblia representa a oração, o jejum, pois sabemos que sem lenha o fogo se apaga.
Depois de juntar uma lenha “fuleira”, Gideão vai buscar um animal para ser sacrificado, e acha também por ali, talvez uma raposa, ou quem sabe um coelho, e mata e sacrifica. Às vezes achamos que estamos “abafando”, e nos esquecemos que nosso Deus não aceita suborno (II Cr 19:7), não devemos dar a Deus o que é de César, mas dar a Deus o que é de Deus.
A verdade é que quando fazemos este tipo de sacrifício a Deus acabamos por expulsar a presença de Deus de nosso meio, olhemos para nossos sacrifícios e que eles não sejam como o sacrifício de Gideão, mas que nós possamos dar ouvidos a voz macia de Jeová, que sempre nos ensina como devemos nos portar diante dEle.
2º) O SEGUNDO SACRIFÍCIO DE GIDEÃO – vr. 25 e 26
No segundo sacrifício tudo é diferente, pois ao ver que Gideão tinha feito tudo errado o Senhor fala com ele e diz como se deve fazer um verdadeiro sacrifício ao Deus Eterno e imortal, Senhor dos céus e da terra.
Como o povo havia se desviado do caminho do Senhor, era costume que se separasse um bezerro recém nascido e que por sete anos se engordasse este animal, que se tornando um boi fosse o mais belo, o mais forte, o mais gordo, e assim no dia marcado se sacrificasse a Baal. Muitas vezes o nosso melhor não tem sido para Deus, passamos o ano inteiro economizando dinheiro para a tão famosa viagem, ou o tão sonhado carro, não que isso seja errado, mas para Deus damos as raposas, os coelhos. Deus não pediu o que era de Baal, até porque Ele é dono de todas as coisas. Ele apenas queria aquilo que fosse o melhor em sua casa.
O Senhor manda que Gideão derrube o altar de Baal, e fazendo isso Gideão tomasse posse das melhore e maiores pedras, que havia. Aqui eu aprendo que no altar do Senhor as pedras são limpas, grandes e de destaque, esse é o lugar de Deus em nossas vidas, lugar de destaque, mas nós insistimos em levantar altares com pedregulhos e não com pedras.
O Senhor também manda que Gideão corte o bosque que estava em volta do altar de Baal. Era costume que se cultivasse madeira de lei em volta do altar dos deuses pagãos, como carvalhos, acácia, cedro. Você já experimentou fazer isso, deixar nu o “pseudo” deus de sua vida. Há! Você esta falando que não tem outro deus em sua vida? Então eu vou refrescar sua memória, anota aí, “seu dinheiro, seu carro, seu time de futebol”, e quantas vezes nós pastores deixamos nossas famílias em casa, com filhos doentes para irmos pregar a palavra de Deus.
Por último o Senhor diz a Gideão, edifica um altar AO SENHOR, no cume deste lugar forte, num lugar conveniente. Irmão! Você realmente já leu isso? O lugar do altar é lugar onde todos possam ver que você é uma pessoa de realmente de Deus. Pois hoje ta cheio de “crente agente secreto” por aí, pessoas convivem em uma empresa, colégio, condomínio e ninguém descobrem que são evangélicos. Gideão teve que fazer um altar onde todos daquela cidade pudessem ver que ali havia um altar ao Deus de Abraão, de Isaque e Jacó, por isso mostre quem você realmente é, não viva um evangelho barato se mostrando um crente barato.
Veja que Gideão edificou um altar ali, mas o Senhor lhe disse que o lugar do altar deve ser um lugar forte e conveniente.
Ø CONCLUSÃO
Creio que você realmente aprendeu, veja que nosso jeito de fazer é errado, e não agrada a Deus, pois o primeiro sacrifício de Gideão foi fora do foco da visão de Deus, mas o que realmente me alegara é que quando você clamar, Deus enviará um profeta, e eu hoje sou o profeta que Deus enviou para te mostra como se deve sacrificar ao Deus Eterno.
O segundo sacrifício de Gideão foi aquele realizado segundo a vontade de Deus. Sei que a partir de hoje, se seguires estes passos, Deus abrirá o céu sobre ti, e logo estará testemunhando a grande libertação de sua vida, a grande benção virá. E se puder me ligue para contar.
Hoje, ou melhor, daqui em diante você não poderá mais reclamar pela falta da voz de Deus, pois é meu desejo que todas as vezes que você fizer um sacrifício “fuleiro” para Deus, que Ele te lembre desta mensagem, e que te cobre de fazer o que é correto.
Pr. Alexandre Augusto
Itajubá/MG
Quadrangular
pastoralexandreaugusto@bol.com.br
Homem valente ou homem tímido?
Os midianitas oprimiram os israelitas por sete anos. Eles subiam cada ano e tomavam os produtos alimentícios dos campos e todos os animais dos hebreus. Para sobreviver, os israelitas escondiam alimentos do inimigo. Gideão estava preparando comida para escondê-la quando o Anjo do Senhor apareceu. Imagine este homem, trabalhando com medo do inimigo, quando ele ouviu as palavras do Anjo: "O Senhor é contigo, homem valente" (Juízes 6:12). Pela resposta de Gideão, parece que ele nem pensou no significado da frase "homem valente". Ele entrou diretamente numa discussão com o anjo sobre a presença de Deus. Ele não entendeu como Deus, estando com o povo, deixaria Israel sofrer. Deus continuou a conversa, desafiando Gideão a resolver o problema. Já que ele duvidou da presença de Deus, devia ir na sua própria força (Juízes 6:14). Isso não! Gideão, agora, sentiu tão incapaz que procurou uma saída da missão dada por Deus. Ele explicou que era uma pessoa pequena de uma família insignificante de uma tribo pouco importante. Gideão não veio ao Senhor como homem valente. Deus ia fazer dele um líder corajoso.
A força verdadeira do servo do Senhor não vem de si mesmo, e sim de Deus. Ninguém é forte o bastante para resolver seus próprios problemas sozinho, especialmente quando falamos sobre nosso problema principal: o pecado. Dependemos de Deus e de sua graça (Efésios 2:8-9). Paulo disse: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Os homens valentes, hoje em dia, são aqueles que confiam no Senhor.
"Eu estou contigo"
Nas conversas com Gideão, Deus afirmou sua presença repetidas vezes. Primeiro, ele afirmou por palavras: "Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem" (Juízes 6:16). Segundo, ele afirmou por sinais. Antes da primeira missão de Gideão, Deus lhe deu um sinal impressionante. O Anjo do Senhor causou subir fogo para consumir a oferta de Gideão. Enquanto pessoas faziam ofertas ao Senhor todos os dias, era muito raro o próprio Senhor mandar o fogo para as consumir. Antes de sua segunda missão, Gideão recebeu mais três sinais. Deus deixou o orvalho molhar uma porção de lã sem molhar a terra em volta dela (Juízes 6:36-38). Na noite seguinte, ele fez ao contrário, deixando a lã seca no meio de terra molhada (Juízes 6:39-40). Nas vésperas da batalha, Deus permitiu que Gideão ouvisse uma conversa entre dois soldados midianitas, confirmando a sua vitória iminente (Juízes 7:9-15). Terceiro, Deus afirmou sua presença através de promessas cumpridas, principalmente no livramento do povo pela mão de Gideão (Juízes 6:16; 7:7,22; 8:10-12). As demonstrações de Deus foram convincentes. Gideão foi convertido!
A maior bênção imaginável é a presença do Senhor em nossas vidas. Quando Jesus veio ao mundo para habitar ou fazer seu tabernáculo entre os homens (João 1:14), foi lhe dado o nome Emanuel, "Deus conosco" (Mateus 1:23). No final da sua missão terrestre, ele foi preparar um lugar para nós na presença de Deus (João 14:1-4). Ele prometeu fazer morada naqueles que o amam (João 14:23).
A missão começa em casa
Uma vez que Deus chamou a atenção de Gideão, ele lhe deu a sua primeira missão: destruir os ídolos do próprio pai e fazer um altar ao Senhor no mesmo lugar (Juízes 6:25-26). Gideão levou dez homens consigo e cumpriu o mandamento do Senhor na mesma noite. Os vizinhos ficaram irados, mas o pai de Gideão entendeu o significado de seu ato e o defendeu. Um "deus" que não consegue se defender contra um punhado de homens não merece defesa pelos homens. Parece que Joás, pai de Gideão, foi o segundo convertido nessa história.
A nossa missão, como a de Gideão, começa em casa. Tanto no Velho como no Novo Testamento, Deus destaca as nossas responsabilidades em relação à própria família. Filhos devem obedecer e honrar aos pais (Efésios 6:1-3). Maridos e esposas devem amar um ao outro (Efésios 5:25; 1 Pedro 3:7; Tito 2:4-5). Pais devem instruir os filhos, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor (Deuteronômio 6:6-7; Efésios 6:4). Um dos alvos de cada servo de Deus é de influenciar sua família para servir ao Senhor (Josué 24:15).
Deus dá a vitória
Chegou o dia da grande batalha (Juízes 7). Gideão conduziu seu exército de 32.000 israelitas para o campo de conflito contra 135.000 midianitas. Sua desvantagem militar era de 4 contra 1! Deus não deixou Gideão entrar na batalha com este número de soldados. Em duas etapas, ele diminuiu a força militar de Israel. Primeiro, 22.000 voltaram para casa, e os midianitas ficaram com uma vantagem de 13,5 contra 1. Na segunda etapa, Deus mandou embora mais 9.700 israelitas, deixando Gideão com apenas 300 soldados. Para vencer o inimigo, cada soldado israelita teria que vencer 450 do inimigo!
Deus, na sua perfeita sabedoria, tinha um propósito bem definido nesta redução das forças militares de Israel. Ele mandou seu exército à batalha com uma desvantagem tão grande que ninguém poderia dizer: "A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2). Usando uma estratégia que não fez nenhum sentido, em termos militares, a pequena banda de israelitas venceu o exército dos midianitas.
Até hoje, muitas pessoas não aprenderam esta lição. Confiam em números, achando que grandes multidões são evidência da aprovação de Deus. Dependem de estratégias e táticas humanas e carnais para alcançar alvos de crescimento de igrejas. E, no fim, se gabam em seus relatórios, destacando os grandes feitos de homens. Muitos missionários e outros líderes religiosos, como os midianitas, confiam nos grandes números e nas táticas humanas (igrejas promovendo atividades não espirituais para aumentar sua freqüência, ensinando mensagens diluídas que parecem mais relevantes aos seus ouvintes carnais do que a mensagem da cruz, destacando edifícios impressionantes para atrair pessoas que não aceitariam a chamada simples de um Salvador humilde, etc.)
Mas, os verdadeiros servos de Deus não desviarão para tais caminhos errados. "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17:5). "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). "Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Romanos 8:31).
Rejeição daqueles que ficaram em cima do muro
Gideão e sua banda de homens cansados perseguiram os midianitas (leia Juízes 8:1-21). Quando os soldados israelitas passaram nas cidades de Sucote e Penuel, eles pediram pão. Os homens dessas cidades não mostraram coragem para tomar uma atitude durante a batalha. Com medo de ofender os reis dos midianitas, eles recusaram ficar em pé com os homens de Deus. Só depois da batalha, quando baixar a poeira, apoiariam os servos do Senhor.
A decisão desses homens mostrou uma preocupação política ao invés de convicção espiritual. Pensaram mais na influência de homens importantes do que na palavra do Senhor. Gideão não aceitou tal postura. Ele voltou às mesmas cidades e castigou os covardes que recusaram apoiar os servos do Senhor na hora da batalha.
Gerações antes, Josué chamou o povo para tomar uma decisão para Deus e contra os falsos deuses (Josué 24:14-16). Séculos depois, Elias desafiou o povo indeciso com estas palavras: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém, o povo nada lhe respondeu" (1 Reis 18:21).
Hoje, muitas pessoas religiosas que alegam ser discípulos de Cristo demonstram a mesma covardia. Definem suas posições doutrinárias e práticas pelo vento de opiniões. Entendem mais de IBOPE do que de fé, mais de tradição do que de verdade, e mais de partidos do que de convicções. Paulo mostrou que o cristão deve sempre definir a sua posição pela palavra de Deus, e não pela opinião da maioria: "Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo" (Gálatas 1:10).
Bons homens tropeçam
Apesar de sua ilustre carreira militar, Gideão não era perfeito. O povo lhe agradeceu com um presente: argolas de ouro do despojo da batalha. Gideão usou o ouro para fazer uma estola sacerdotal que ele colocou na cidade dele. Não sabemos a intenção dele, mas os resultados são evidentes. O povo usou aquela estola como um tipo de ídolo, e logo iniciou o próximo ciclo de apostasia. Leia o relato em Juízes 8:22-35.
Devemos aprender desse erro. Às vezes, bons homens nos ajudam a sair da confusão religiosa, como Gideão ajudou os israelitas a saírem da idolatria. Esses homens podem nos ajudar em muitos sentidos, mostrando como respeitar a palavra de Deus em tudo que fazemos. Mas, eles ainda são homens. Da mesma forma que Gideão tomou o primeiro passo de volta à idolatria, bons homens hoje podem tropeçar e conduzir outros, de volta, à confusão religiosa. É uma ironia triste que, ao longo da História, muitos movimentos religiosos que começaram com tentativas de sair dos sistemas errados de denominações humanas resultaram na criação de novas denominações, com suas próprias tradições e falhas humanas. O fato que alguém nos ajudou no passado não garante que sempre nos conduzirá no caminho de Deus. Paulo mostrou que bons exemplos ajudam somente quando seguem a Cristo (1 Coríntios 11:1), e disse: "Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" (1 Tessalonicenses 5:21-22).
Conclusão: a grandeza de Gideão
Gideão será lembrado eternamente como exemplo de fé (veja Hebreus 11:32). A grandeza desse homem não se encontra na sua força física, nem na sua inteligência, nem na sua auto-confiança. A Bíblia não comenta sobre sua aparência física nem sobre seu jeito de falar. Gideão se destacou na História, não por ser um grande homem, mas por ter um grande Deus. Deus é capaz de transformar os fracos, os tímidos e os abatidos para dar grandes vitórias ao seu povo. Como Gideão disse: "O Senhor vos dominará" (Juízes 8:23).
-por Dennis Allan
O Pequeno Exército de Gideão
Os israelitas tinham sofrido sete anos de opressão. Todos os anos, os midianitas, os amalequitas e os povos do Oriente invadiam seu território com um grande exército e destruíam suas searas e seu gado. O povo escolhido de Deus, sofrendo por causa de seu próprio pecado, buscava refúgio em cavernas e escondia do inimigo alimento apenas para sobreviver. "Assim, Israel ficou muito debilitado com a pre-sença dos midianitas" (Juízes 6:6).
Deus ouviu o choro arrependido de seu povo, e resolveu salvá-lo de um modo incomum. Ele come-çou com um homem tímido chamado Gideão, que vinha de uma família pobre e insignificante da tribo de Manassés. Pri-meiro, Deus converteu Gideão, dando prova clara de sua autoridade e poder divinos. Em seguida, Gideão teve que destruir os ídolos de seu próprio pai, assim tirando a influência do pecado de sua própria família. Então, ele chamou soldados de quatro tribos de Israel para lutar contra o formidável exército dos invasores. Ele reuniu 32.000 soldados para tentar derrotar 135.000 soldados inimigos. Ao entrentar uma situação em que havia quatro soldados do inimigo para cada um deles, eles se prepararam para a batalha.
Deus disse que havia soldados demais no exército israelita, assim os que estavam amedrontados foram para casa. Dez mil permaneceram. Com mais de 13 soldados inimigos para cada guerreiro israelita, Deus disse que ainda eram demais! Ele deu ordem a Gideão para dispensar 9.700 dos soldados que resta-ram. Agora a diferen-ça era mais amedron-tadora: 450 a 1. Tal-vez você já conheça o resto da história. Deus transformou um co-mandante tímido e seu pequeno exército de 300 em grandes vitoriosos.
Você já se sentiu alguma vez assober-bado pela força do pecado e pasmado por tentações desnorteantes? Simplesmente imagine o que o Deus que venceu os midia-nitas com o pequeno exército de Gideão poderia fazer com sua vida!
Jesus disse: "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono" (Apocalipse 3:21). Você confiará nele o bastante para vencer os inimigos da tentação e do pecado?
OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO
TEXTO
Juizes – 6: 24 a 26
24. Então Gideão edificou ali um altar ao SENHOR, e chamou-lhe: O SENHOR É PAZ; e ainda até o dia de hoje está em Ofra dos abiezritas.
25. E aconteceu naquela mesma noite, que o SENHOR lhe disse: Toma o boi que pertence a teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derruba o altar de Baal, que é de teu pai; e corta o bosque que está ao pé dele.
26. E edifica ao SENHOR teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente; e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.
Ø INTRODUÇÃO
Esta é uma passagem muito conhecida dos cristãos, uma passagem, da qual muitas mensagens fluíram e alimentaram o povo de Deus. Eu gosto muito de falar de coisa conhecidas, penso que nos ajudam a memorizar a mensagem.
Gideão era Judeu, filho de Joás, seu nome significa “derrubador”, e o nome de seu pai, “O Senhor nos ajudou”, assim Gideão que também foi um Juiz em Israel começa nossa mensagem, mas para que c cheguemos ao final, é que você conheça um pouco da história de um povo que levava em seu nome o verdadeiro Deus.
Israel era nos dias de Gideão, humilhada por um povo, os midianitas, que de tempo em tempo vinham e roubavam e saqueavam todo o Israel, juntamente com os amalequitas, levando sua comida e o seu gado, pois o Senhor havia dado Israel nas mãos dos midianitas (vr.1), e o medo dos Israelitas era tão grande que chegaram a cavar cavernas para se esconderem do inimigos, e com isso os filhos de Israel empobreceram diante de seus inimigos, então o povo começou a clamar a Deus, e clamando o povo, diz a bíblia que o Senhor enviou um profeta, para que falasse ao povo aquilo que estava no coração de Jeová.
Esta era a situação do povo de Israel diante da adversidade que eles enfrentavam, tais como fome, medo, pobreza e vergonha. Para isto gostaria que abrisse seu coração e se alimentasse da mensagem que virá agora.
Talvez neste momento você esteja sendo saqueado por seu inimigo, talvez neste momento sua família esteja sendo saqueada, ou sua empresa esteja na mesma situação, pois o fato de vivermos momentos difíceis não significa que Deus nos abandonou, pois sempre quando prego a palavra do Senhor digo uma frase que se tornou uma lição em minha vida, e quero que você escreva esta frase bem dentro de seu coração: “DEUS SÓ APROVA AQUELE QUE ELE PROVA”.
Então se você esta em uma situação de adversidade, lembre-se, você está sendo provado! Então não desonre a Deus, pois Ele confia em você.
Ainda que seu pecado o tenha levado a esta situação, como foi com Israel, Deus hoje está lhe enviando um profeta.
Ø O INIMIGO PODE ESTAR PERTO!!!
Os midianitas eram parentes dos Israelitas, pois eram descendentes de Mídiã, um filho de Abraão e Quetura em seu segundo casamento. Eram um povo nômade que vivia ao leste do rio Jordão do mar Morto, ou seja, ficavam no lado oriental de Gileade, Moabe e sul de Edom para o noroeste da Arábia.
Os amalequitas eram uma tribo também nômade, localizada no Neguebe, na península do Sinai, eram descendentes de Amaleque, neto de Esaú (Gn 36: 12, 36). Os Midianitas e os Amalequitas formaram uma coalizão, para ferirem a Israel.
Sabe o que aprendo aqui? É que muitas vezes, ou na maioria das vezes, nossos inimigos estão perto de nós, pois ninguém que esta longe pode nos atingir com uma “pedrada”, mais aqueles que estão por perto, estes são os que mais nos machucam, talvez por conhecerem um pouco mais de nós mesmos. Por isso tome cuidado com aqueles que estão perto de ti, pois parecem ser seus amigos, mas mesmo tendo um parentesco, não são confiáveis.
Outra coisa excepcionalmente incrível é que para trazer Israel novamente para o caminho de Deus, Ele, Jeová, usará sempre alguém que esteja perto de você, pois Deus tem pressa que voltemos aos seus braços.
Ø QUANDO VEM A ADVERSIDADE.
A bíblia nos revela que Deus entregou Israel nas mãos dos midianitas, mas isso não significa que Ele fosse mau, pois na verdade o que levou Israel a ser humilhada por seus inimigos foi o pecado, e o pior dos pecados em minha opinião, é a idolatria, pois este pecado mostra que Israel era um povo ingrato, mostra que se esqueceram das coisas que Jeová havia feito no meio deles.
Quando o povo de Israel sai do Egito, Deus fala para que Moisés ajunte o povo, e diga para os pais contarem para seus filhos, e os filhos contarem para os filhos de seus filhos, e que se passasse de geração em geração as maravilhas que Ele, o Senhor havia feito no meio de seu povo (Ex 10:02). Então isto era um mandamento, que hoje esquecemos de cumprir.
A idolatria havia feito o povo de Israel se afastar de Deus, e isso despertou um sentimento no coração de Jeová (Ex 34:14), o sentimento de ciúme, pois a bíblia fala em muitos relatos que nosso Deus é um Deus Zeloso, o que também pode ser entendido como aquele que sente ciúmes por aquilo que ama.
Como o povo havia se esquecido de Deus, e sempre que pecamos damos legalidade para que a adversidade venha em nossas vidas, assim foi com a nação de Israel, ao se curvarem diante de imagens, deuses pagãos.
O profeta Isaías nos diz que nossos pecados fazem separação entre nós e nosso Deus, e assim nós não o vejamos e Ele não nos ouve (Is 59:2), assim vieram os inimigos e saquearam, humilharam e amedrontaram todo Israel, que por sete anos sofreram. Este relato serve para que nós fiquemos atentos em nossas vidas e assim não permitirmos que as adversidades se levantem contra nossas vidas e soframos nós e nossos familiares.
Sabemos que nossa luta não é contra a carne ou sangue, mas contra satanás e seus demônios (Ef 6:12), então devemos lutar para sermos agradáveis aos olhos de Deus, pois sabemos que nosso acusador está sempre pronto a nos acusar diante de Deus, para assim conseguir uma legalidade e nos atingir com uma tempestade (leia a mensagem TEMPESTADES ESPIRITUAIS).
Mas Israel descobriu que ainda havia um Deus amoroso que está sempre prestes a acudir seus filhos. E nos diz a bíblia que após se passarem sete anos, Israel clamou ao Eterno, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e que clamando Israel, Jeová mandou um profeta, que alertou o povo quanto ao pecado de se esquecerem de Deus, e se curvado diante de imagens, e de terem se esquecidos dos milagres que Ele havia feito no meio do povo, exemplo: A saída do povo do meio do Egito.
Ø A CHEGADA DA VITÓRIA
Quando o povo clama ao Eterno, Deus então envia o profeta, para que saibamos que ainda há profetas na face da terra, que ainda pregam a verdade, doa a quem doer, pois no velho testamento havia três pessoas que lideravam o povo, os Reis, os Sacerdotes e os Profetas, os Reis lideravam o povo politicamente, os Sacerdotes tinham a incumbência de ouvir as lamúrias do povo e leva-las a Deus (sacrifícios), mas os profetas eram diferentes, eles ouviam o coração de Deus e transmitiam ao povo as palavras de Deus, por isso profeta é aquele que fala a mando de Jeová.
O nome do profeta eu não sei, mas de uma coisa sei que ele falou o que estava no coração de Deus. Saiba de uma coisa meu querido irmão, Deus está falando contigo agora, e saiba também que Deus nada fará sem antes ter revelado aos seus profetas (Am 3:7), então somente depois de haver revelado a seu profeta, virá o livramento. Então sua vitória está depois da boca do profeta, por isso continue ler esta mensagem, pois Jeová ainda lhe tem algo a revelar.
Ø OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO
Notem que nos versículos em epígrafe, Gideão faz um sacrifício ao Senhor, mas no versículo seguinte o Senhor, na mesma noite, lhe pede outro sacrifício. Então perguntei ao meu Senhor. Por que pediste outro sacrifício a teu escolhido? O primeiro não valeu? Estava de alguma forma algo errado, que tenha magoado Senhor? Então vejamos o que Jeová quer nos falar, OS DOIS SACRIFÍCIOS DE GIDEÃO.
1º) O PRIMEIRO SACRIFÍCIO DE GIDEÃO – vr. 24
No primeiro sacrifício, Gideão fez um sacrifício a sua altura e não a altura de Deus, pois teve pressa e sabido é que a pressa é inimiga da perfeição, e meu Deus é prefeito em tudo que faz. Quantas vezes agimos assim, pastores que não preparam mensagem, não ouvem de Deus qual será o recado para o povo, e quantos ainda fazem a obra de Deus relaxadamente (Jr 48:10). Estamos servindo a Deus do nosso modo e não ao modo de Deus, e não é assim que se faz.
Gideão em sua pressa fez ali um altar, não se preocupando qual seriam os critérios de Deus, pois agindo assim Gideão quebrou o protocolo e sua atitude não teve valor diante de Deus, pois com certeza o nosso Deus tem critérios e está tudo escrito. Hoje estamos deixando de ler as Sagradas Escrituras, agindo a nosso modo, por isso muitos dizem, que Deus não os ouve, e não é verdade.
Ao não ouvir aos critérios de Deus, gideão pega alguns pedaços de pedras, que estavam jogadas naquele lugar, pedras que estavam cobertas por lodos. Não é assim que edificamos um altar ao Senhor, um altar se levanta com pedras limpas, lavadas. Veja que todas as vezes que Deus vai se relacionar com seu povo no Velho Testamento, ele se relaciona através de um altar, e nós somos hoje as habitações de Deus na terra (I Co 3:16).
Após ter pegado pedras sujas e erradas, Gideão busca a lenha, mas uma lenha feita de gravetos, molhados, madeira vulgar. Isso não te lembra nada em sua vida. Queremos que Deus responda a um sacrifício “chulé”. A lenha na bíblia representa a oração, o jejum, pois sabemos que sem lenha o fogo se apaga.
Depois de juntar uma lenha “fuleira”, Gideão vai buscar um animal para ser sacrificado, e acha também por ali, talvez uma raposa, ou quem sabe um coelho, e mata e sacrifica. Às vezes achamos que estamos “abafando”, e nos esquecemos que nosso Deus não aceita suborno (II Cr 19:7), não devemos dar a Deus o que é de César, mas dar a Deus o que é de Deus.
A verdade é que quando fazemos este tipo de sacrifício a Deus acabamos por expulsar a presença de Deus de nosso meio, olhemos para nossos sacrifícios e que eles não sejam como o sacrifício de Gideão, mas que nós possamos dar ouvidos a voz macia de Jeová, que sempre nos ensina como devemos nos portar diante dEle.
2º) O SEGUNDO SACRIFÍCIO DE GIDEÃO – vr. 25 e 26
No segundo sacrifício tudo é diferente, pois ao ver que Gideão tinha feito tudo errado o Senhor fala com ele e diz como se deve fazer um verdadeiro sacrifício ao Deus Eterno e imortal, Senhor dos céus e da terra.
Como o povo havia se desviado do caminho do Senhor, era costume que se separasse um bezerro recém nascido e que por sete anos se engordasse este animal, que se tornando um boi fosse o mais belo, o mais forte, o mais gordo, e assim no dia marcado se sacrificasse a Baal. Muitas vezes o nosso melhor não tem sido para Deus, passamos o ano inteiro economizando dinheiro para a tão famosa viagem, ou o tão sonhado carro, não que isso seja errado, mas para Deus damos as raposas, os coelhos. Deus não pediu o que era de Baal, até porque Ele é dono de todas as coisas. Ele apenas queria aquilo que fosse o melhor em sua casa.
O Senhor manda que Gideão derrube o altar de Baal, e fazendo isso Gideão tomasse posse das melhore e maiores pedras, que havia. Aqui eu aprendo que no altar do Senhor as pedras são limpas, grandes e de destaque, esse é o lugar de Deus em nossas vidas, lugar de destaque, mas nós insistimos em levantar altares com pedregulhos e não com pedras.
O Senhor também manda que Gideão corte o bosque que estava em volta do altar de Baal. Era costume que se cultivasse madeira de lei em volta do altar dos deuses pagãos, como carvalhos, acácia, cedro. Você já experimentou fazer isso, deixar nu o “pseudo” deus de sua vida. Há! Você esta falando que não tem outro deus em sua vida? Então eu vou refrescar sua memória, anota aí, “seu dinheiro, seu carro, seu time de futebol”, e quantas vezes nós pastores deixamos nossas famílias em casa, com filhos doentes para irmos pregar a palavra de Deus.
Por último o Senhor diz a Gideão, edifica um altar AO SENHOR, no cume deste lugar forte, num lugar conveniente. Irmão! Você realmente já leu isso? O lugar do altar é lugar onde todos possam ver que você é uma pessoa de realmente de Deus. Pois hoje ta cheio de “crente agente secreto” por aí, pessoas convivem em uma empresa, colégio, condomínio e ninguém descobrem que são evangélicos. Gideão teve que fazer um altar onde todos daquela cidade pudessem ver que ali havia um altar ao Deus de Abraão, de Isaque e Jacó, por isso mostre quem você realmente é, não viva um evangelho barato se mostrando um crente barato.
Veja que Gideão edificou um altar ali, mas o Senhor lhe disse que o lugar do altar deve ser um lugar forte e conveniente.
Ø CONCLUSÃO
Creio que você realmente aprendeu, veja que nosso jeito de fazer é errado, e não agrada a Deus, pois o primeiro sacrifício de Gideão foi fora do foco da visão de Deus, mas o que realmente me alegara é que quando você clamar, Deus enviará um profeta, e eu hoje sou o profeta que Deus enviou para te mostra como se deve sacrificar ao Deus Eterno.
O segundo sacrifício de Gideão foi aquele realizado segundo a vontade de Deus. Sei que a partir de hoje, se seguires estes passos, Deus abrirá o céu sobre ti, e logo estará testemunhando a grande libertação de sua vida, a grande benção virá. E se puder me ligue para contar.
Hoje, ou melhor, daqui em diante você não poderá mais reclamar pela falta da voz de Deus, pois é meu desejo que todas as vezes que você fizer um sacrifício “fuleiro” para Deus, que Ele te lembre desta mensagem, e que te cobre de fazer o que é correto.
Pr. Alexandre Augusto
Itajubá/MG
Quadrangular
pastoralexandreaugusto@bol.com.br
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O Livro de 1 Pedro
O Livro de 1 Pedro
- por evangelista alexandre lopes
1:1-21 "Gerados de Novo para uma Viva Esperança"
1:22 - 2:10 O Povo Escolhido
2:11 - 3:7 Sejamos Luzes!
3:8 - 4:6 Que Jesus Seja Senhor em Nosso Coração
4:7-19 Glorificando a Deus como um Cristão
5:1-14 Precisamos Estar Alertas e Vigilantes
1 Pedro 1:1-21
"Gerados de Novo para uma Viva Esperança"
No ano 64 d.C., uma grande parte da cidade de Roma foi queimada. Alguns acreditavam que o imperador Nero era o responsável, tentando abrir espaço para seus projetos de construção. Enfrentando tais acusações, o próprio Nero acusou um grupo de pessoas já vistas com suspeita pelo público em geral, os cristãos. Durante mais ou menos o mesmo período de tempo, os judeus da Palestina se rebelaram contra os romanos. Essa rebelião tornou-se uma guerra, no ano 66 d.C., que terminou com a destruição de Jerusalém e da nação judia.
Ambos eventos resultaram em perseguição aos cristãos. Nero perseguiu os cristãos em Roma veementemente e foi provavelmente o responsável pelas mortes de Pedro e Paulo. Alguns cristãos sofreram devido ao conflito entre os judeus e os romanos, porque estes freqüentemente não faziam distinção entre aqueles judeus que eram cristãos e aqueles que não eram.
O apóstolo Pedro escreveu sua primeira epístola durante este período. Ele entendia que muitos cristãos iriam enfrentar severa perseguição. Seu propósito era advertir seus leitores contra a tribulação iminente e encorajá-los a permanecerem fiéis durante esses tempos difíceis.
O que poderia Pedro escrever àqueles cristãos espalhados através da Ásia Menor que pudesse capacitá-los a suportar a feroz tempestade de perseguição? Pedro decidiu começar salientando as bênçãos espirituais gozadas por seus leitores (1 Pedro 1:3-12). Eles tinham "renascido" através do batismo para uma viva esperança, uma herança celestial que ele descreve em termos negativos (incorruptível, sem mácula, imarcessível) porque não há nada neste mundo comparável ao esplendor do céu (1:3-4). Pedro ainda destaca o privilégio especial de seus leitores, observando a salvação que eles receberiam na revelação de Jesus Cristo (1:5,9). A fé deles, testada pela perseguição, era mais preciosa do que o ouro refinado pelo fogo e resultaria em louvor, glória e honra quando Jesus retornasse (1:7). Nem mesmo profetas do Velho Testamento, que falaram das bênçãos espirituais que acompanhariam a morte de Cristo, não gozaram a abençoada posição destes cristãos (1:10-12)!
Em vista de tais bênçãos espirituais, Pedro manda que seus leitores preparem suas mentes e esperem a graça que receberão no futuro (1:13). Além disso, eles precisavam buscar a santidade através da obediência que é adequada àqueles que foram redimidos pelo inestimável sangue de Jesus Cristo (1:14-19). A esperança cristã da glória repousa no fato que Deus ressuscitou Jesus dos mortos (1:21).
Perguntas para estudar:
Por que Nero perseguiu os cristãos?
Por que Pedro escreveu sua primeira epístola?
Como Pedro descreve a herança do cristão?
Em vista de suas bênçãos espirituais, que responsabilidade tem o cristão?
por evangelista alexandre lopes
Leia mais sobre este assunto:
Santificação
Estudo Textual: 1 Pedro 1:22 - 2:10 O Povo Escolhido
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1 Pedro 1:22 - 2:10
O Povo Escolhido
Pedro começou sua primeira carta observando os privilégios espirituais de seus leitores (1:1-12). Baseado nessas bênçãos, ele continuou a exortar estes cristãos (1:13) e continuou no texto deste artigo. Seus leitores tinham sido purificados através da obediência à verdade e precisavam amar uns aos outros com amor fervoroso e sincero.
Estes cristãos tinham renascido espiritualmente através da palavra de Deus, descrita por Pedro como uma semente incorruptível. Normalmente, uma semente plantada apodrecerá quando a planta germinar. A palavra de Deus, contudo, é viva e permanente, como foi observado por Isaías (40:6-9; citado em 1:24-25). Não somente está vivendo a palavra de Deus, no sentido de persistir para sempre, mas é capaz de produzir vida espiritual naqueles que a obedecem.
À luz do seu renascimento espiritual e a necessidade de amar um ao outro, obrigou aos discípulos a se afastarem daqueles mesmos traços de caráter que são contrários a tal amor (2:1). Ao mesmo tempo, eles precisavam ter o mesmo desejo ardente do leite puro da palavra que uma criança recém nascida tem do leite de sua mãe (2:2). Como cristãos, eles já tinham "experimentado" a bondade de seu Salvador!
Contudo, nem todos têm a mesma apreciação por Jesus. Para alguns, Ele é precioso, mas para outros, é uma pedra de tropeço e uma rocha de ofensa (2:7-8). A diferença não está em Jesus; é o coração das pessoas que ouvem sua mensagem. Pedro descreve Jesus como uma "pedra viva," assim fazendo uma ligação com uma profecia de Isaías (28:16) no versículo 6. Ainda que Deus escolhesse Jesus para ser a pedra principal do alicerce de sua casa espiritual, a nação judaica, como um todo, rejeitou Jesus como o Cristo. Pedro observa que a rejeição dos homens não anulou a escolha de Deus (2:4).
Pedro continua a figura já começada, descrevendo os cristãos como "pedras vivas" também. Todos os cristãos, em toda parte, constituem uma casa espiritual, a igreja. O apóstolo então combina outra figura, descrevendo aqueles mesmos cristãos como sacerdotes que oferecem sacrifícios espirituais nesse "templo vivo," através de Jesus Cristo, nosso sumo sacerdote celestial (veja Hebreus 4:14).
Pedro ainda descreve seus leitores exatamente do mesmo modo que o povo antigo de Deus, a nação de Israel, foi descrito (Êxodo 19:5-6). Sob o novo pacto, a igreja é o povo escolhido de Deus, uma nação santa, possessão exclusiva de Deus (veja 1:16). Que privilégio é pertencer a Deus, liberto do poder das trevas, e ter a oportunidade de proclamar sua majestade aos que estão em nossa volta!
Perguntas para estudar:
1. Como estes cristãos tinham sido purificados? Pela fé somente?
2. Só uma classe especial de cristãos deve ser designada como sacerdotes?
3. É a casa espiritual de Deus um edifício construído com tijolos e argamassa?
4. É a nação física de Israel o povo escolhido de Deus, nos dias de hoje?
-por evangelista alexandre lopes
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O Começo da Igreja - Atos 2
O Que é a Igreja?
Estudo Textual: 1 Coríntios 3:1-23 Cristãos Carnais
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1 Pedro 2:11 - 3:7
Sejamos Luzes!
Jesus descreveu seus discípulos como a luz do mundo (Mateus 5:14,16). De modo semelhante, Pedro referiu-se ao privilégio dos cristãos de proclamar "as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" (2:9). No texto que estamos estudando neste artigo, Pedro explica como seus leitores podem ser a luz do mundo.
Em 2:11-12, se encontra o princípio básico por trás das exortações deste texto. Os cristãos precisam abster-se de paixões carnais e manter conduta exemplar diante dos incrédulos (não cristãos são referidos como "gentios," usando a linguagem do Velho Testamento de uma maneira figurativa). Pedro oferece três razões para estas exortações: Os cristãos são peregrinos e forasteiros e não residentes permanentes e cidadãos deste mundo; Paixões carnais fazem guerra contra a alma; e Para que os incrédulos possam ser influenciados favoravelmente pela conduta dos crentes.
Pedro não se contenta em exortar de um modo geral. Em 2:13-17, ele escreve sobre a responsabilidade dos cristãos para com o governo civil. Ele continua nos versículos 18-25 a descrever a conduta apropriada dos servos para com seus senhores. No capítulo 3:1-6, ele aplica o mesmo princípio de 2:11-12 ao caso de mulheres casadas com esposos incrédulos. Ele termina este trecho exortando os esposos a tratarem suas esposas com consideração e dignidade adequadas (3:7).
Qual é a responsabilidade para com o governo civil? A função própria do governo civil é punir o malfeitor e recompensar aqueles que fazem o bem (2:14). Devemos submeter-nos a todos os níveis de autoridade, contudo, não apenas para evitar o castigo da lei civil, mas porque o Senhor ordena tal obediência (2:13-14). Natural-mente, qualquer lei humana que conflite com nossas obrigações para com Deus tem que ser desobedecida (veja Atos 4:19; 5:29).
Os servos precisavam ser submissos aos seus senhores, ainda que esses senhores fossem duros e cruéis (2:18). Se os servos fossem tratados injustamente por seus senhores, Deus se comprazeria quando esses servos suportassem pacientemente tal sofrimento por amor de sua consciência para com ele, recusando-se a retribuir o mal com o mal (2:19-20). Que responsabilidade difícil! Pedro nota que Jesus nos deu o exemplo perfeito, sofrendo como um malfeitor ainda que não tivesse cometido nenhum pecado (3:21-22). Jesus se submeteu a tal sofrimento sem ultrajar seus perseguidores ou ameaçar retribuição.
O efeito de uma atitude piedosa se estende a nossas próprias famílias. Pedro afirma que mulheres piedosas talvez possam influenciar seus maridos a obedecer ao evangelho pela sua conduta e seu vestir modestos (3:1-6).
Perguntas para estudar:
Quais são as duas exortações que Pedro faz em 2:11-12?
Qual exemplo de sofrimento paciente Pedro cita?
Quais as responsabilidades das esposas que Pedro discute no capítulo 3?
-por evangelista alexandre lopes
Leia mais sobre este assunto:
A Relação do Cristão com o Governo
A mulher cristã pode usar jóias?
O Propósito de Deus para a Família
Sujeitai-vos Uns aos Outros
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1 Pedro 3:8 - 4:6
Que Jesus Seja Senhor em Nosso Coração
Nos capítulos 2 e 3, Pedro escreveu a respeito da conduta adequada dos cristãos para com o governo (2:13-17), senhores (2:18-25) e esposos descrentes (3:1-6). Depois de se dirigir aos esposos crentes em 3:7, ele conclui esta parte observando que todos os cristãos deverão mostrar compaixão e humildade para com os outros (3:8-9). Antes de retribuir o mal com o mal, os cristãos deverão abençoar os outros porque eles próprios receberam uma bênção. Como se fosse para identificar a condição abençoada daquele que se converte do mal e busca o bem, Pedro cita o Salmo 34:12-16. "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas" (3:12).
Geralmente a boa conduta de nossa parte resultará em bom tratamento por outros, mas ocasionalmente os cristãos sofrerão por amor à justiça (3:13-14). Como poderia um cristão responder quando sofre injustamente? Ele deverá reconhecer que é abençoado por Deus, santificar o Senhor em seu coração e estar pronto a responder a quem quer que questione sua esperança (3:14-15). Antes que temer as ameaças dos perseguidores, o cristão deverá entronizar Jesus como Senhor, Aquele que tem autoridade, dando-lhe o comando sobre seu coração. O cristão precisa responder às perguntas dos outros com mansidão e temor, não dando nenhuma oportunidade com sua atitude para que o incrédulo difame o nome de Cristo (3:15-16).
Pedro recorda seus leitores de que Jesus também sofreu injustamente, morrendo pelos pecados dos outros (3:18). Contudo, mais tarde ele foi exaltado à direita do Pai, com anjos, autoridades e poderes submissos a ele (3:22). Os cristãos precisam assumir a atitude que Cristo tinha, recusando o pecado (4:1). Os descrentes acharão estranho que os cristãos não estejam continuando nos mesmos pecados que cometiam no passado e podem até mesmo falar mal deles por causa de sua mudança de conduta, mas tanto crentes como descrentes serão julgados pelo Senhor (4:4-5).
O evangelho foi pregado para que, em vista deste julgamento, os homens possam ter vida espiritual (4:6). Pedro afirma que o Senhor também pregou ao povo que vivia no tempo de Noé. Noé foi um pregador da justiça e, através dele, o Espírito de Cristo pregou àqueles que viveram antes do dilúvio, mas eram espíritos na prisão quando Pedro escreveu (2 Pedro 1:21; 2:5; 1 Pedro 3:18-20; Lucas 16:19-31). Tendo mencionado Noé, Pedro observa que Noé e sua família foram salvos por meio da água justo como as pessoas são hoje salvas por meio do batismo, como "a indagação de uma boa consciência para com Deus" (3:20-21).
Perguntas para estudar:
Porque os cristãos deverão recusar retribuir o mal com o mal?
Com qual atitude deverão os cristãos responder àqueles que questionam sua esperança?
Quem Pedro citou como um exemplo de sofrimento injusto?
A que Pedro comparou a água do dilúvio?
por evangelista alexandre lopes
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O batismo é obra de justiça?
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O Batismo e a Salvação
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1 Pedro 4:7-19
Glorificando a Deus como um Cristão
"O fim de todas as cousas está próximo!" (4:7). Nossos pensamentos imediatamente se voltam para o retorno de Cristo e o fim do mundo. Num sentido, a volta de Cristo está sempre próxima porque não sabemos quando ele voltará. É mais provável, contudo, que Pedro esteja falando da destruição de Jerusalém e do fim da economia judaica. Jesus tinha dado sinais pelos quais os cristãos poderiam saber que a destruição de Jerusalém estava próxima (veja Mateus 24, especialmente o versículo 34). Pedro escreveu sua primeira epístola não muito antes da guerra romano-judaica e a maior importância geral dada à persegui-ão iminente apóia melhor a idéia de que Pedro tem em mente este acontecimento penoso do primeiro século.
Os destinatários desta epístola não se deveriam surpreender se fossem perseguidos por causa de Cristo. Em vez disso, deveriam regozijar-se por serem capazes de participar de algum modo dos sofrimentos de Cristo, aquele que sofreu por amor à justiça (4:12-13). De fato, os cristãos são abençoados em tal sofrimento (veja Mateus 5:10-12). Enquanto estamos sofrendo pelo nome de Cristo antes que por nossos próprios pecados, podemos glorificar a Deus através do nome de cristão (4:14-16).
No meio desta perseguição, será muito importante que os irmãos tenham intenso amor uns pelos outros, praticando a hospitalidade e usando seus dons, tanto os naturais como os milagrosos, em benefício dos irmãos e da glória de Deus (4:8-11). Contudo, o amor não "ignora" os pecados de nosso irmão; antes protege-os por meio da correção e do perdão (4:8; veja também Tiago 5:19-20).
Em 4:17-18, Pedro usa dois argumentos que avançam de um fato certo para outro ainda mais certo (isto é, do menor para o maior) para apontar a abençoada condição dos cristãos mesmo em vista da perseguição. Ele observa que a casa de Deus, a igreja, seria julgada por meio da perseguição que viria. Pode-se esperar que o povo de Deus seja preservado do sofrimento. Contudo, se o povo de Deus não escapar ao "julgamento" em forma de perseguição, é mais certo ainda o fato que o desobediente será "julgado" por Deus na-quele dia final (4:17). Por raciocínio seme-lhante, se a pessoa justa só é salva com dificuldade, qual será o fim do injusto (4:18)?
Pedro conclui observando que aqueles que sofrem por amor da justiça podem suportar tais dificuldades do mesmo modo que Jesus suportou seu sofrimento. Eles devem confiar suas almas ao seu Criador fiel que fará justiça no julgamento final (4:20; 2:23).
Perguntas para estudar:
Qual deverá ser a resposta dos cristãos quando sofrerem por Cristo?
Se a pessoa justa será salva com dificuldade, pode a pessoa injusta esperar ser salva?
Como podemos suportar o sofrimento como cristãos?
-por evangelista alexandre lopes
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1 Pedro 5:1-14
Precisamos Estar Alertas e Vigilantes
Nos capítulos três e quatro, Pedro advertiu seus leitores sobre a perseguição que estava chegando e instruiu-os sobre como responder. No texto deste artigo, Pedro volta sua atenção para os presbíteros entre seus leitores. Se a igreja passaria por tempos difíceis, era especialmente importante que seus chefes estivessem conscientes e cumprissem suas responsabilidades.
O próprio Pedro era um presbítero (5:1). Ele encarregou os presbíteros entre seus leitores de pastorear "o rebanho de Deus que há entre vós," usando a figura do pastor para descrever o trabalho de um presbítero do mesmo modo que Paulo fez quando falava com os presbíteros efésios (Atos 20:28). Os pastores precisam alimentar, guiar e proteger o rebanho (veja Salmo 23). Em termos espirituais, eles têm que ensinar os membros da congregação que supervisionam. Os pastores precisam guardar o rebanho contra os falsos mestres, que são freqüentemente comparados com lobos que entrarão no rebanho, não poupando as ovelhas (veja também Mateus 7:15; Atos 20:29; Tito 1:5-11).
Pedro observa a razão, o motivo e o modo do serviço deles como pastores numa série de três contrastes. Estes homens têm que desejar o trabalho de um pastor, e não se sentirem constrangidos a fazê-lo. Os presbíteros deveriam cumprir seus deveres pelo bem que podem fazer e não pelo propósito de lucro financeiro pessoal. Além disso, pastores têm que ser bons exemplos e assim conduzirem o rebanho, não sendo "dominadores" sobre ele (5:2-3). Os presbíteros precisam não esquecer que são pastores sob o Pastor Supremo; o rebanho que estão pastoreando não é deles próprios (5:4).
Tendo se dirigido aos presbíteros, que seriam homens mais velhos, Pedro também admoesta os jovens cristãos (5:5-7). Eles deveriam submeter-se aos seus anciãos e humilhar-se diante do Senhor; Ele cuidaria deles e os exaltaria no tempo devido.
Pedro adverte seus leitores sobre o adversário deles, o diabo. Enquanto Deus cuida de seus filhos, eles precisam estar alertas para resistirem ao diabo. Pedro pinta o diabo como um predador voraz que consumirá sem piedade aqueles que não ficarem vigilantes. Contudo, aqueles que estão firmes na fé podem resistir a ele (5:8-9; veja também Tiago 4:7).
Pedro oferece uma oração em favor de seus leitores, pedindo a Deus que os apoie e os fortaleça. Em sua oração, ele relembra aqueles cristãos que enquanto o sofrimento deles é temporário, eles foram chamados para a eterna glória (5:10-11). Pedro conclui sua epístola com várias saudações pessoais (5:12-14).
Perguntas para estudar:
Qual figura Pedro usa para descrever os presbíteros?
Qual é a obra de um presbítero?
Qual responsabilidade dos jovens Pedro salienta?
Como podemos resistir ao diabo?
-por evangelista alexandre lopes
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3:8 - 4:6 Que Jesus Seja Senhor em Nosso Coração
4:7-19 Glorificando a Deus como um Cristão
5:1-14 Precisamos Estar Alertas e Vigilantes
1 Pedro 1:1-21
"Gerados de Novo para uma Viva Esperança"
No ano 64 d.C., uma grande parte da cidade de Roma foi queimada. Alguns acreditavam que o imperador Nero era o responsável, tentando abrir espaço para seus projetos de construção. Enfrentando tais acusações, o próprio Nero acusou um grupo de pessoas já vistas com suspeita pelo público em geral, os cristãos. Durante mais ou menos o mesmo período de tempo, os judeus da Palestina se rebelaram contra os romanos. Essa rebelião tornou-se uma guerra, no ano 66 d.C., que terminou com a destruição de Jerusalém e da nação judia.
Ambos eventos resultaram em perseguição aos cristãos. Nero perseguiu os cristãos em Roma veementemente e foi provavelmente o responsável pelas mortes de Pedro e Paulo. Alguns cristãos sofreram devido ao conflito entre os judeus e os romanos, porque estes freqüentemente não faziam distinção entre aqueles judeus que eram cristãos e aqueles que não eram.
O apóstolo Pedro escreveu sua primeira epístola durante este período. Ele entendia que muitos cristãos iriam enfrentar severa perseguição. Seu propósito era advertir seus leitores contra a tribulação iminente e encorajá-los a permanecerem fiéis durante esses tempos difíceis.
O que poderia Pedro escrever àqueles cristãos espalhados através da Ásia Menor que pudesse capacitá-los a suportar a feroz tempestade de perseguição? Pedro decidiu começar salientando as bênçãos espirituais gozadas por seus leitores (1 Pedro 1:3-12). Eles tinham "renascido" através do batismo para uma viva esperança, uma herança celestial que ele descreve em termos negativos (incorruptível, sem mácula, imarcessível) porque não há nada neste mundo comparável ao esplendor do céu (1:3-4). Pedro ainda destaca o privilégio especial de seus leitores, observando a salvação que eles receberiam na revelação de Jesus Cristo (1:5,9). A fé deles, testada pela perseguição, era mais preciosa do que o ouro refinado pelo fogo e resultaria em louvor, glória e honra quando Jesus retornasse (1:7). Nem mesmo profetas do Velho Testamento, que falaram das bênçãos espirituais que acompanhariam a morte de Cristo, não gozaram a abençoada posição destes cristãos (1:10-12)!
Em vista de tais bênçãos espirituais, Pedro manda que seus leitores preparem suas mentes e esperem a graça que receberão no futuro (1:13). Além disso, eles precisavam buscar a santidade através da obediência que é adequada àqueles que foram redimidos pelo inestimável sangue de Jesus Cristo (1:14-19). A esperança cristã da glória repousa no fato que Deus ressuscitou Jesus dos mortos (1:21).
Perguntas para estudar:
Por que Nero perseguiu os cristãos?
Por que Pedro escreveu sua primeira epístola?
Como Pedro descreve a herança do cristão?
Em vista de suas bênçãos espirituais, que responsabilidade tem o cristão?
por evangelista alexandre lopes
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1 Pedro 1:22 - 2:10
O Povo Escolhido
Pedro começou sua primeira carta observando os privilégios espirituais de seus leitores (1:1-12). Baseado nessas bênçãos, ele continuou a exortar estes cristãos (1:13) e continuou no texto deste artigo. Seus leitores tinham sido purificados através da obediência à verdade e precisavam amar uns aos outros com amor fervoroso e sincero.
Estes cristãos tinham renascido espiritualmente através da palavra de Deus, descrita por Pedro como uma semente incorruptível. Normalmente, uma semente plantada apodrecerá quando a planta germinar. A palavra de Deus, contudo, é viva e permanente, como foi observado por Isaías (40:6-9; citado em 1:24-25). Não somente está vivendo a palavra de Deus, no sentido de persistir para sempre, mas é capaz de produzir vida espiritual naqueles que a obedecem.
À luz do seu renascimento espiritual e a necessidade de amar um ao outro, obrigou aos discípulos a se afastarem daqueles mesmos traços de caráter que são contrários a tal amor (2:1). Ao mesmo tempo, eles precisavam ter o mesmo desejo ardente do leite puro da palavra que uma criança recém nascida tem do leite de sua mãe (2:2). Como cristãos, eles já tinham "experimentado" a bondade de seu Salvador!
Contudo, nem todos têm a mesma apreciação por Jesus. Para alguns, Ele é precioso, mas para outros, é uma pedra de tropeço e uma rocha de ofensa (2:7-8). A diferença não está em Jesus; é o coração das pessoas que ouvem sua mensagem. Pedro descreve Jesus como uma "pedra viva," assim fazendo uma ligação com uma profecia de Isaías (28:16) no versículo 6. Ainda que Deus escolhesse Jesus para ser a pedra principal do alicerce de sua casa espiritual, a nação judaica, como um todo, rejeitou Jesus como o Cristo. Pedro observa que a rejeição dos homens não anulou a escolha de Deus (2:4).
Pedro continua a figura já começada, descrevendo os cristãos como "pedras vivas" também. Todos os cristãos, em toda parte, constituem uma casa espiritual, a igreja. O apóstolo então combina outra figura, descrevendo aqueles mesmos cristãos como sacerdotes que oferecem sacrifícios espirituais nesse "templo vivo," através de Jesus Cristo, nosso sumo sacerdote celestial (veja Hebreus 4:14).
Pedro ainda descreve seus leitores exatamente do mesmo modo que o povo antigo de Deus, a nação de Israel, foi descrito (Êxodo 19:5-6). Sob o novo pacto, a igreja é o povo escolhido de Deus, uma nação santa, possessão exclusiva de Deus (veja 1:16). Que privilégio é pertencer a Deus, liberto do poder das trevas, e ter a oportunidade de proclamar sua majestade aos que estão em nossa volta!
Perguntas para estudar:
1. Como estes cristãos tinham sido purificados? Pela fé somente?
2. Só uma classe especial de cristãos deve ser designada como sacerdotes?
3. É a casa espiritual de Deus um edifício construído com tijolos e argamassa?
4. É a nação física de Israel o povo escolhido de Deus, nos dias de hoje?
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1 Pedro 2:11 - 3:7
Sejamos Luzes!
Jesus descreveu seus discípulos como a luz do mundo (Mateus 5:14,16). De modo semelhante, Pedro referiu-se ao privilégio dos cristãos de proclamar "as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" (2:9). No texto que estamos estudando neste artigo, Pedro explica como seus leitores podem ser a luz do mundo.
Em 2:11-12, se encontra o princípio básico por trás das exortações deste texto. Os cristãos precisam abster-se de paixões carnais e manter conduta exemplar diante dos incrédulos (não cristãos são referidos como "gentios," usando a linguagem do Velho Testamento de uma maneira figurativa). Pedro oferece três razões para estas exortações: Os cristãos são peregrinos e forasteiros e não residentes permanentes e cidadãos deste mundo; Paixões carnais fazem guerra contra a alma; e Para que os incrédulos possam ser influenciados favoravelmente pela conduta dos crentes.
Pedro não se contenta em exortar de um modo geral. Em 2:13-17, ele escreve sobre a responsabilidade dos cristãos para com o governo civil. Ele continua nos versículos 18-25 a descrever a conduta apropriada dos servos para com seus senhores. No capítulo 3:1-6, ele aplica o mesmo princípio de 2:11-12 ao caso de mulheres casadas com esposos incrédulos. Ele termina este trecho exortando os esposos a tratarem suas esposas com consideração e dignidade adequadas (3:7).
Qual é a responsabilidade para com o governo civil? A função própria do governo civil é punir o malfeitor e recompensar aqueles que fazem o bem (2:14). Devemos submeter-nos a todos os níveis de autoridade, contudo, não apenas para evitar o castigo da lei civil, mas porque o Senhor ordena tal obediência (2:13-14). Natural-mente, qualquer lei humana que conflite com nossas obrigações para com Deus tem que ser desobedecida (veja Atos 4:19; 5:29).
Os servos precisavam ser submissos aos seus senhores, ainda que esses senhores fossem duros e cruéis (2:18). Se os servos fossem tratados injustamente por seus senhores, Deus se comprazeria quando esses servos suportassem pacientemente tal sofrimento por amor de sua consciência para com ele, recusando-se a retribuir o mal com o mal (2:19-20). Que responsabilidade difícil! Pedro nota que Jesus nos deu o exemplo perfeito, sofrendo como um malfeitor ainda que não tivesse cometido nenhum pecado (3:21-22). Jesus se submeteu a tal sofrimento sem ultrajar seus perseguidores ou ameaçar retribuição.
O efeito de uma atitude piedosa se estende a nossas próprias famílias. Pedro afirma que mulheres piedosas talvez possam influenciar seus maridos a obedecer ao evangelho pela sua conduta e seu vestir modestos (3:1-6).
Perguntas para estudar:
Quais são as duas exortações que Pedro faz em 2:11-12?
Qual exemplo de sofrimento paciente Pedro cita?
Quais as responsabilidades das esposas que Pedro discute no capítulo 3?
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1 Pedro 3:8 - 4:6
Que Jesus Seja Senhor em Nosso Coração
Nos capítulos 2 e 3, Pedro escreveu a respeito da conduta adequada dos cristãos para com o governo (2:13-17), senhores (2:18-25) e esposos descrentes (3:1-6). Depois de se dirigir aos esposos crentes em 3:7, ele conclui esta parte observando que todos os cristãos deverão mostrar compaixão e humildade para com os outros (3:8-9). Antes de retribuir o mal com o mal, os cristãos deverão abençoar os outros porque eles próprios receberam uma bênção. Como se fosse para identificar a condição abençoada daquele que se converte do mal e busca o bem, Pedro cita o Salmo 34:12-16. "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas" (3:12).
Geralmente a boa conduta de nossa parte resultará em bom tratamento por outros, mas ocasionalmente os cristãos sofrerão por amor à justiça (3:13-14). Como poderia um cristão responder quando sofre injustamente? Ele deverá reconhecer que é abençoado por Deus, santificar o Senhor em seu coração e estar pronto a responder a quem quer que questione sua esperança (3:14-15). Antes que temer as ameaças dos perseguidores, o cristão deverá entronizar Jesus como Senhor, Aquele que tem autoridade, dando-lhe o comando sobre seu coração. O cristão precisa responder às perguntas dos outros com mansidão e temor, não dando nenhuma oportunidade com sua atitude para que o incrédulo difame o nome de Cristo (3:15-16).
Pedro recorda seus leitores de que Jesus também sofreu injustamente, morrendo pelos pecados dos outros (3:18). Contudo, mais tarde ele foi exaltado à direita do Pai, com anjos, autoridades e poderes submissos a ele (3:22). Os cristãos precisam assumir a atitude que Cristo tinha, recusando o pecado (4:1). Os descrentes acharão estranho que os cristãos não estejam continuando nos mesmos pecados que cometiam no passado e podem até mesmo falar mal deles por causa de sua mudança de conduta, mas tanto crentes como descrentes serão julgados pelo Senhor (4:4-5).
O evangelho foi pregado para que, em vista deste julgamento, os homens possam ter vida espiritual (4:6). Pedro afirma que o Senhor também pregou ao povo que vivia no tempo de Noé. Noé foi um pregador da justiça e, através dele, o Espírito de Cristo pregou àqueles que viveram antes do dilúvio, mas eram espíritos na prisão quando Pedro escreveu (2 Pedro 1:21; 2:5; 1 Pedro 3:18-20; Lucas 16:19-31). Tendo mencionado Noé, Pedro observa que Noé e sua família foram salvos por meio da água justo como as pessoas são hoje salvas por meio do batismo, como "a indagação de uma boa consciência para com Deus" (3:20-21).
Perguntas para estudar:
Porque os cristãos deverão recusar retribuir o mal com o mal?
Com qual atitude deverão os cristãos responder àqueles que questionam sua esperança?
Quem Pedro citou como um exemplo de sofrimento injusto?
A que Pedro comparou a água do dilúvio?
por evangelista alexandre lopes
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1 Pedro 4:7-19
Glorificando a Deus como um Cristão
"O fim de todas as cousas está próximo!" (4:7). Nossos pensamentos imediatamente se voltam para o retorno de Cristo e o fim do mundo. Num sentido, a volta de Cristo está sempre próxima porque não sabemos quando ele voltará. É mais provável, contudo, que Pedro esteja falando da destruição de Jerusalém e do fim da economia judaica. Jesus tinha dado sinais pelos quais os cristãos poderiam saber que a destruição de Jerusalém estava próxima (veja Mateus 24, especialmente o versículo 34). Pedro escreveu sua primeira epístola não muito antes da guerra romano-judaica e a maior importância geral dada à persegui-ão iminente apóia melhor a idéia de que Pedro tem em mente este acontecimento penoso do primeiro século.
Os destinatários desta epístola não se deveriam surpreender se fossem perseguidos por causa de Cristo. Em vez disso, deveriam regozijar-se por serem capazes de participar de algum modo dos sofrimentos de Cristo, aquele que sofreu por amor à justiça (4:12-13). De fato, os cristãos são abençoados em tal sofrimento (veja Mateus 5:10-12). Enquanto estamos sofrendo pelo nome de Cristo antes que por nossos próprios pecados, podemos glorificar a Deus através do nome de cristão (4:14-16).
No meio desta perseguição, será muito importante que os irmãos tenham intenso amor uns pelos outros, praticando a hospitalidade e usando seus dons, tanto os naturais como os milagrosos, em benefício dos irmãos e da glória de Deus (4:8-11). Contudo, o amor não "ignora" os pecados de nosso irmão; antes protege-os por meio da correção e do perdão (4:8; veja também Tiago 5:19-20).
Em 4:17-18, Pedro usa dois argumentos que avançam de um fato certo para outro ainda mais certo (isto é, do menor para o maior) para apontar a abençoada condição dos cristãos mesmo em vista da perseguição. Ele observa que a casa de Deus, a igreja, seria julgada por meio da perseguição que viria. Pode-se esperar que o povo de Deus seja preservado do sofrimento. Contudo, se o povo de Deus não escapar ao "julgamento" em forma de perseguição, é mais certo ainda o fato que o desobediente será "julgado" por Deus na-quele dia final (4:17). Por raciocínio seme-lhante, se a pessoa justa só é salva com dificuldade, qual será o fim do injusto (4:18)?
Pedro conclui observando que aqueles que sofrem por amor da justiça podem suportar tais dificuldades do mesmo modo que Jesus suportou seu sofrimento. Eles devem confiar suas almas ao seu Criador fiel que fará justiça no julgamento final (4:20; 2:23).
Perguntas para estudar:
Qual deverá ser a resposta dos cristãos quando sofrerem por Cristo?
Se a pessoa justa será salva com dificuldade, pode a pessoa injusta esperar ser salva?
Como podemos suportar o sofrimento como cristãos?
-por evangelista alexandre lopes
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1 Pedro 5:1-14
Precisamos Estar Alertas e Vigilantes
Nos capítulos três e quatro, Pedro advertiu seus leitores sobre a perseguição que estava chegando e instruiu-os sobre como responder. No texto deste artigo, Pedro volta sua atenção para os presbíteros entre seus leitores. Se a igreja passaria por tempos difíceis, era especialmente importante que seus chefes estivessem conscientes e cumprissem suas responsabilidades.
O próprio Pedro era um presbítero (5:1). Ele encarregou os presbíteros entre seus leitores de pastorear "o rebanho de Deus que há entre vós," usando a figura do pastor para descrever o trabalho de um presbítero do mesmo modo que Paulo fez quando falava com os presbíteros efésios (Atos 20:28). Os pastores precisam alimentar, guiar e proteger o rebanho (veja Salmo 23). Em termos espirituais, eles têm que ensinar os membros da congregação que supervisionam. Os pastores precisam guardar o rebanho contra os falsos mestres, que são freqüentemente comparados com lobos que entrarão no rebanho, não poupando as ovelhas (veja também Mateus 7:15; Atos 20:29; Tito 1:5-11).
Pedro observa a razão, o motivo e o modo do serviço deles como pastores numa série de três contrastes. Estes homens têm que desejar o trabalho de um pastor, e não se sentirem constrangidos a fazê-lo. Os presbíteros deveriam cumprir seus deveres pelo bem que podem fazer e não pelo propósito de lucro financeiro pessoal. Além disso, pastores têm que ser bons exemplos e assim conduzirem o rebanho, não sendo "dominadores" sobre ele (5:2-3). Os presbíteros precisam não esquecer que são pastores sob o Pastor Supremo; o rebanho que estão pastoreando não é deles próprios (5:4).
Tendo se dirigido aos presbíteros, que seriam homens mais velhos, Pedro também admoesta os jovens cristãos (5:5-7). Eles deveriam submeter-se aos seus anciãos e humilhar-se diante do Senhor; Ele cuidaria deles e os exaltaria no tempo devido.
Pedro adverte seus leitores sobre o adversário deles, o diabo. Enquanto Deus cuida de seus filhos, eles precisam estar alertas para resistirem ao diabo. Pedro pinta o diabo como um predador voraz que consumirá sem piedade aqueles que não ficarem vigilantes. Contudo, aqueles que estão firmes na fé podem resistir a ele (5:8-9; veja também Tiago 4:7).
Pedro oferece uma oração em favor de seus leitores, pedindo a Deus que os apoie e os fortaleça. Em sua oração, ele relembra aqueles cristãos que enquanto o sofrimento deles é temporário, eles foram chamados para a eterna glória (5:10-11). Pedro conclui sua epístola com várias saudações pessoais (5:12-14).
Perguntas para estudar:
Qual figura Pedro usa para descrever os presbíteros?
Qual é a obra de um presbítero?
Qual responsabilidade dos jovens Pedro salienta?
Como podemos resistir ao diabo?
-por evangelista alexandre lopes
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O Livro de Hebreus
O Livro de Hebreus
© 2011 evangelista alexandre lopes
Introdução ao Livro de Hebreus - Não Desista!
Hebreus 1:1-14 Jesus: Superior aos Anjos
Hebreus 2:1-18 Jesus: Feito como seus Irmãos
Hebreus 3:1-4:16 Um Descanso Permanece
Hebreus 5:1 - 6:20 Diligente até o Fim
Hebreus 7:1-28 Jesus: Um Sumo Sacerdote Superior
Hebreus 8:1-13 Uma Aliança Melhor
Hebreus 9:1-28 Um Ministério Mais Excelente
Hebreus 10:1-39 Entremos Ousadamente no Santo dos Santos
Hebreus 11:1-40 Fé Obediente
Hebreus 12:1-29 Corramos a Corrida
Hebreus 13:1-25 Com Jesus Fora do AcampamentoEstudo Textual: Introdução ao Livro de Hebreus
Não Desista!
Quem trocaria um lustroso carro novo por outro velho e enferrujado, ou um refulgente anel de diamante por uma peça de bijuteria pretejada? Somente uma pessoa insensata faria negócios como esses! O livro de Hebreus foi escrito para pessoas que estavam em perigo de fazer exatamente uma tal troca assim. Eram cristãos pensando em deixar seu relacionamento com Cristo para voltar a viver sob a Lei de Moisés. O escritor de Hebreus estava determinado a mostrar aos seus leitores que escolha idiota seria essa!
O autor de Hebreus não se identificou pelo nome, no livro. Ele conhecia Timóteo (13:23) e possuía sólido entendimento do Velho Testamento. Muitos estudantes da Bíblia acreditam que foi Paulo quem escreveu Hebreus, mas outros argumentam que esse autor não era um dos apóstolos (veja 2:3). Provavelmente, o máximo que podemos concluir com certeza é que o autor era inspirado.
Em vista do tema do livro, é improvável que o autor tivesse deixado de mencionar a destruição do templo, no ano 70 d.C., se esse evento tivesse ocorrido ao tempo da escrita. Uma vez que ele não citou esse evento para apoiar seus argumentos (veja 10:25 para uma possível referência), podemos aceitar que ainda não tivesse acontecido, e uma data próxima de 65 d.C. pode ser aceita para a escrita de Hebreus.
Hebreus foi escrito claramente para ouvintes conhecedores das Escrituras do Velho Testamento e, especialmente dos rituais de sacrifícios da Velha Lei. É evidente que os leitores pretendidos eram judeus cristãos (por exemplo, 3:1; 4:14-16). Eles tinham sofrido alguma perseguição, como resultado de sua fé e alguns, provavelmente desanimados por suas tribulações ou em dúvida sobre seu compromisso com Cristo, estavam pensando em voltar para o judaísmo. Outros já tinham deixado de reunir-se com seus irmãos (10:19-39). Como no caso da identidade do autor, não podemos dizer com certeza onde estas pessoas viviam, mas muitos estudantes da Bíblia favorecem Jerusalém ou Roma como possíveis destinos para a epístola (veja 13:24).
Como foi sugerido no início deste artigo, o tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. O autor argu-menta que Jesus é superior aos anjos, Moisés, Josué e Arão (capítulos 1, 3, 4 e 7, respectivamente). Não somente Jesus é um Legislador e Sumo Sacerdote superior, mas sua aliança é superior à Aliança Mosaica (capítulos 8-10). De fato, “melhor” é a palavra chave do livro (1:4; 7:22; 8:6, etc)!
Perguntas para estudar:
1. O escritor de Hebreus se identifica?
2. Hebreus foi escrito provavelmente antes ou depois da destruição do templo, em 70 d.C.?
3. Hebreus foi escrito para cristãos judaicos ou cristãos gentios?
4. De acordo com Hebreus, Jesus é superior a quais pessoas?
5. Qual é a palavra chave de Hebreus?
por evangelista alexandre lopes
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Estudo Textual: Hebreus 1:1-14
Jesus: Superior aos Anjos
No monte da transfiguração, a voz que vinha da nuvem confirmou a Pedro, Tiago e João que Jesus é o Filho amado de Deus e que devemos ouvir a ele, em vez de Moisés ou Elias (Mateus 17:1-8). O escritor de Hebreus afirma o mesmo ponto, logo no começo de sua epístola. Ele observa que, enquanto Deus usou vários métodos e indivíduos para levar sua palavra à humanidade, no passado, seu porta-voz durante estes “últimos dias” é seu Filho (Hebreus 1:2). O apóstolo Pedro afirmou que estamos vivendo nos últimos dias, quando identificou os acontecimentos de Pentecostes (Atos 2:16-17) como o cumprimento da profecia de Joel a respeito desses dias. Esta afirmação sobre a autoridade de Jesus tem importantes implicações para aqueles que desejam justificar suas práticas religiosas dando ouvidos a Moisés, isto é, apelando para a lei de Moisés em busca de autoridade.
O tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. Jesus não é só um outro porta-voz; Ele é muito superior em natureza aos profetas que o precederam. Ele não é somente Criador e Redentor (Hebreus 1:2-3); Ele é também Divindade. Ele não é a mesma pessoa que o Pai, mas ele é a “expressão exata” do Pai e, assim, participa da natureza eternal do Pai!
O restante do capítulo é dedicado a demonstrar que Jesus é também superior aos anjos. Ele obteve um “mais excelente nome” do que eles (1:4). “Nome” se refere mais ao caráter e à posição do que à palavra pela qual alguém é chamado.
O autor de Hebreus usa o silêncio de Deus para afirmar seu ponto. Ele cita afirmações divinas a respeito da posição de Jesus e então pergunta se Deus jamais disse tal coisa de qualquer dos anjos (1:5). A questão é obviamente retórica; Deus nunca se dirigiu a nenhum dos anjos como seu Filho. Pode então, qualquer dos anjos assumir a posição de Filho de Deus, uma vez que Deus não os proibiu de fazê-lo? Certamente que não! O argumento do escritor de Hebreus depende da premissa de que o silêncio de Deus é proibitivo, não permissivo: um princípio importante para todos nós que procuramos a aprovação de Deus em nossas vidas. O escritor usa o mesmo tipo de argumento (do silêncio de Deus) nos versículos 13-14.
A comparação entre Jesus e os anjos continua quando o escritor de Hebreus observa que os anjos são espíritos servidores, que adoraram o Filho durante sua encarnação (1:6-7,14). Jesus, contudo, é um Monarca cujos anos não findarão, isto é, ele é um ser eterno.
Perguntas para estudar:
1. Através de quem Deus fala conosco, nestes dias?
2. É Jesus um ser criado ou eterno como o Pai?
3. É alguma coisa divinamente autorizada pelo simples fato de que Deus não a proibiu?
4. É Jesus superior aos anjos em natureza, posição ou ambos?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 2:1-18
Jesus: Feito como seus Irmãos
O primeiro capítulo de Hebreus afirma, claramente, a superioridade de Jesus sobre profetas e anjos. Em vista deste fato, o autor ressalta a necessidade de prestar atenção à mensagem dada pelo Senhor (2:1) e confirmada por Deus através de milagres (2:4). Ele defende esta idéia usando uma forma de argumento que aparecerá várias vezes, em seu livro. Aqueles que desobedeceram à lei entregue pelos anjos (a Lei de Moisés) foram justamente punidos. Desde que Jesus é superior aos anjos, é ainda mais certo que a desobediência de sua lei será punida (2:2-4). Esta forma de argumento é, às vezes, chamada “do secun-dário para o principal”, isto é, o ponto é apre-sentado do caso menos importante para o caso mais importante.
Os primeiros quatro versículos também introduzem um outro padrão encontrado neste livro. Enquanto o autor argumenta de um modo muito lógico, ele interrompe periodicamente seu raciocínio com advertências aos seus leitores. Ele escrevia aos cristãos que estavam pensando em voltar ao judaísmo. Há cinco advertências, como estas, espalhadas através de todo o livro (2:1-4; 3:7-4:13; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Estas advertências são duras e mostram que é possível para os cristãos serem condenados eternamente se abandonarem o Senhor (veja especialmente 6:4-6 e 10:26-29).
O escritor cita Salmo 8 (2:6-8), uma passagem que observa que o homem foi criado um pouco mais baixo do que os anjos. Este fato, provavelmente, levantou uma questão na mente de seus leitores. Se Jesus é superior aos anjos, por que ele tomou a forma de um homem, que foi feito inferior aos anjos?
A resposta a esta pergunta é encontrada no papel redentor que Jesus desempenha. O homem precisa de um mediador entre Deus e si mesmo. Porque Jesus sofreu e foi tentado como são os homens neste mundo, ele pode, portanto, ajudar os homens como um misericordioso e fiel Sumo Sacerdote (2:17-18).
O autor de Hebreus voltará ao assunto do sumo sacerdócio de Jesus para uma extensa discussão, mais tarde neste livro. Neste capítulo, contudo, ele afirma que Jesus tinha que se tornar como seus irmãos, de modo a servir como Sumo Sacerdote. Ele tinha que tomar um corpo humano para experimentar a morte por todos os homens. Através de sua morte e ressurreição, ele derrotou Satanás, que tem o poder da morte (2:14). Ele tinha que se tornar como os homens, isto é, partilhar da carne e do sangue (2:14), porque dá ajuda aos homens, e não aos anjos (2:16). Deus seja louvado por termos um Sumo Sacerdote que entende nossa situação!
Perguntas para estudar:
1. Como Deus testificou a mensagem da salvação?
2. Pode-se obedecer ao evangelho e, mais tarde, deixar o Senhor e perder-se eternamente?
3. Por quem Jesus morreu?
4. Como Jesus é plenamente qualificado para ajudar os homens?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 3:1-4:16
Um Descanso Permanece
No capítulo 1 de Hebreus, o autor afirmou que Jesus é superior tanto aos outros profetas de Deus como aos anjos. Ele continua sua afirmação no capítulo três, observando que Jesus é superior até mesmo a Moisés! Os judeus tinham muito respeito por Moisés, porque ele recebeu a velha lei de Deus e o escritor de Hebreus reconhece sua fidelidade. Mas Jesus é superior até mesmo a Moisés, do mesmo modo que o construtor de uma casa tem mais honra do que a casa que ele constrói (3:3), assim como o filho do dono da casa é superior a um servo daquela casa (3:1-6). De fato, é sua casa! O escritor fala da igreja (3:6- “qual casa somos nós”; veja também 1 Timóteo 3:15). Mais tarde, no livro, o escritor estenderá este argumento da superioridade de Jesus, observando que sua aliança é também superior àquela dada através de Moisés (capítulos 9 e 10).
Os cristãos, contudo, precisam guardar “firme até ao fim” (3:6). É este comentário do autor que introduz o segundo trecho de advertência do livro (veja também 2:1-4; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Ele cita o Salmo 95:7-11 para introduzir a descrença e o fracasso de Israel, o povo escolhido por Deus, no passado. O restante do capítulo 4 é dedicado a advertir seus leitores a não repetirem o erro de Israel, em se afastar de Deus (4:11).
A Israel foi prometido um descanso, mas a nação não herdou esse descanso. O autor afirma que eles não poderiam entrar no descanso prometido por causa da descrença (3:19), por causa da desobediência (3:18). Por que Israel foi forçado a peregrinar no deserto? Descrença ou desobediência? Ambos: sua descrença resultou em sua desobediência (4:6)! É possível para o povo escolhido por Deus, nestes dias, afastar-se do Deus vivo, ao endurecer-se através do engano do pecado (3:12-14).
O autor observa que o descanso prometido ainda permanece (4:1, 9)! Aqueles a quem ele foi prometido inicialmente não o herdaram; eles morreram nas peregrinações no deserto. Mesmo quando a nação de Israel entrou finalmente na terra de Canaã, o descanso ainda permaneceu (4:8); de outro modo o salmista não teria escrito muitos anos depois da conquista de Canaã como se o descanso permanecesse (Salmos 95:7; Hebreus 4:6-9). O descanso que agora permanece não é a terra física de Canaã, nem mesmo o dia do sábado; é o próprio céu!
O capítulo três começa chamando nossa atenção para os papéis de Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote. O capítulo 4 termina encorajando o cristão a conservar-se firme na sua confissão e apelar para seu Sumo Sacerdote, por auxílio no tempo da necessidade (4:14-16).
Perguntas para estudar:
1. Jesus é considerado digno de mais glória do que quem?
2. O descanso prometido ainda permanece?
3. É possível para um cristão não entrar no descanso prometido?
4. Existem coisas que podemos esconder de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 5:1 - 6:20
Diligente até o Fim
Jó clamou em seu desespero: “Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos?” (Jó 9:33). Jó percebeu que não era capaz de falar diretamente com Deus, por causa de sua majestade, e sentiu agudamente a falta de um mediador ou árbitro. O autor de Hebreus, contudo, observa que temos um mediador entre nós e Deus. Ele é nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo.
Jesus foi indicado pelo Pai para ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (veja Gênesis 14); ele não se deu essa honra (Hebreus 5:5-10). Há um grande contraste, contudo, entre os sacerdotes levíticos e Jesus Cristo. Todo sumo sacerdote levítico poderia verdadeiramente simpatizar com a situação difícil dos homens pecadores, porque todo sacerdote era, ele mesmo, culpado de pecado (Hebreus 5:1-3). Assim sendo, ele tinha que primeiro oferecer sacrifício por seus próprios pecados e então podia fazer intercessão pelo restante do povo (veja Levítico 16). Jesus foi tentado, como nós somos, mas sem pecar. Ele foi obediente ao Pai e assim se tornou o autor da salvação eterna de todos aqueles que o obedecem.
Quando o autor se prepara para continuar sua discussão do sacerdócio de Melquisedeque mais adiante, ele percebe que seus leitores não estão preparados para entender tais assuntos. Eles têm sido cristãos por tempo suficiente para que sejam espiritualmente maduros, isto é, sejam capazes de ensinar outros mas, em vez disso, deixaram de crescer em conhecimento e experiência (5:11-14). Assim, eles são capazes de entender somente as coisas simples do evangelho, o “leite” da palavra.
Todos os cristãos começam suas vidas espirituais como “bebês” em Cristo, mas precisam crescer para amadurecer (6:1). Permanecer um infante espiritual pode resultar em afastar-se de Cristo (6:4-6). O cristão que rejeita Jesus está na realidade agindo justamente como aqueles que realmente crucificaram Jesus! Ele crucifica Jesus de novo e o envergonha abertamente. Se um cristão rejeita Cristo, que mais o evangelho oferece para levá-lo ao arrependimento?
O Escritor de Hebreus, contudo, estimula seus leitores, observando que ele não pensa que eles estejam em tal estado. Mas espera que eles continuem nos trabalhos que tinham iniciado (6:9-12). Mas que garantia têm os cristãos de que, depois que tiverem trabalhado diligentemente e suportado as tribulações pacientemente serão, de fato, salvos da eterna destruição? O autor cita o exemplo de Abraão, a quem Deus fez uma promessa (6:13-17). Quando Abraão pacientemente suportou, obteve o cumprimento da promessa, porque a palavra de Deus é imutável. O exemplo de Abraão é um forte encorajamento para aqueles que estão agora confiantes em que Deus lhes dará a vida eterna, como ele prometeu àqueles que o obedecem (Hebreus 5:9).
Perguntas para estudar:
1. Estavam os cristãos hebreus crescendo espiritualmente?
2. É possível a um cristão afastar-se de Cristo?
3. Quem é um exemplo do fato que Deus mantém suas promessas?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 7:1-28
Jesus: Um Sumo Sacerdote Superior
O autor de Hebreus identificou Jesus como sumo sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, tanto no capítulo 5 como no 6. Mas quem é Melquisedeque? Por que Jesus é um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, em vez da ordem levítica?
No capítulo 7, o autor responde a ambas as questões. Melquisedeque aparece na história bíblica durante apenas um curto período (veja Gênesis 14:18-20). Porque a Bíblia não registra seu nascimento, morte nem mesmo sua genealogia, Melquisedeque parece ser de natureza eterna, como o Filho de Deus. Ele é identificado como sendo tanto o rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo.
O autor deseja demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus sobre o de Arão e, assim, ele afirma a superioridade de Melquisedeque sobre Levi. Ele o faz, em parte, observando que Melquisedeque abençoou Abraão (o menor é abençoado pelo maior) e que Abraão, que tinha as promessas, pagou dízimo a Melquisedeque. Num sentido figurado, Levi, descendente de Abraão, também pagou dízimo a Melquisedeque, através de Abraão.
Mas por que uma outra ordem de sacerdócio, segundo Melquisedeque era necessária? A resposta é que o sacerdócio levítico não era adequado (7:11,27). Nem a Jesus era permitido ser sacerdote segundo a ordem de Levi. Os sacerdotes vinham da tribo de Levi, mas Jesus era da tribo de Judá (7:13-14). A lei de Moisés nada dizia sobre homens de Judá se tornarem sacerdotes e, assim, isso era proibido. O homem não deve ir além do que Deus autorizou.
Para que Jesus fosse um sacerdote, o sacerdócio tinha que ser mudado. Desde que o sacerdócio e a lei de Moisés estavam intimamente ligados, se o sacerdócio for mudado, então a lei também precisa ser mudada (7:12,18-19). Aqueles que querem viver sob a lei de Moisés, hoje em dia, desligam-se do sacerdócio de Jesus porque ele não pode ser sacerdote sob essa lei! O sacerdócio de Jesus é, então, uma garantia de que uma lei (ou aliança) melhor foi estabelecida (7:20-22).
Por que alguém haveria de querer voltar à Velha Lei e ao sacerdócio levítico? Jesus é um Sumo Sacerdote superior. Ele foi feito sacerdote pelo poder de uma vida infindável, e não através de um mandamento carnal (a Lei de Moisés). Diferente dos sacerdotes levíticos, que eram incapazes de continuar a servir por causa da morte, Jesus vive sempre para fazer intercessão por nós. Jesus foi feito sacerdote através do imutável juramento de Deus.
Os sacerdotes levíticos eram fracos porque pecavam assim como os homens pelos quais eles faziam intercessão. Jesus, contudo, é santo, imaculado e separado dos pecadores. Ele não tem que fazer oferenda por si mesmo, como os sacerdotes levíticos tinham que fazer. De muitas maneiras, Jesus é verdadeiramente o sumo sacerdote superior!
Perguntas para estudar:
1. Como Melquisedeque é semelhante a Jesus?
2. Por que Jesus é incapaz de ser um sacerdote sob a lei de Moisés?
3. O silêncio de Deus autoriza alguma coisa?
4. O sacerdócio de Jesus é garantia do quê?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 8:1-13
Uma Aliança Melhor
O trabalho do sacerdote é fazer as oferendas e sacrifícios no santuário (Hebreus 8:3). Como nosso Sumo Sacerdote celestial, Jesus também serve num santuário, mas este é um santuário que não foi feito por mãos humanas, como o foi o tabernáculo. Jesus é, não somente superior aos profetas do Velho Testamento, aos anjos, a Moisés e a Aarão, mas é também um melhor sumo sacerdote, que ministra num santuário melhor. Ele é o mediador de uma aliança melhor estabelecido sobre melhores promessas (8:2, 6).
Alguns dos destinatários originais de Hebreus estavam pensando em retornar ao judaísmo. O autor de Hebreus quer que eles entendam como seria tolo deixar uma aliança melhor para retornar a uma imperfeita. Se o primeiro pacto tivesse sido infalível, não teria havido necessidade de outro (8:7). Até mesmo o santuário associado com a Lei de Moisés, o tabernáculo construído no Monte Sinai, era apenas uma cópia e uma sombra do santuário celestial.
O que estava errado com a aliança feita com Israel no Monte Sinai? Realmente, nada havia de errado com o pacto em si; ele cumpria as funções que Deus pretendia. Ele identificava o pecado, encorajava a santidade entre o povo escolhido de Deus e apontava aos homens em direção a Cristo e à graça de Deus. O escritor de Hebreus nota que a falha estava realmente no povo de Deus, e não na aliança (8:8-9). Um homem poderia ser declarado justo sob a Velha Lei se a guardasse perfeitamente, nunca violando um único preceito (Levítico 18:4-5). Mas o povo de Israel não guardava a lei de Deus e assim ela se tornou um instrumento de morte espiritual para ele (Romanos 7:10-13). Mas Deus deu ao homem a esperança, prometendo através do profeta Jeremias que ele faria um novo pacto com seu povo.
Um indivíduo se tornava parte do povo de Israel pelo nascimento físico e era circuncidado no oitavo dia como sinal da aliança. Mais tarde, quando o menino tinha idade bastante para entender, era-lhe ensinada a lei com a esperança de que ele decidisse obedecê-la. A lei de Moisés foi escrita em tábuas de pedra, mas muitos israelitas não escreveram a lei de Deus em seus corações.
O novo pacto, contudo, é diferente, como Jeremias profetizou. É ensinado às pessoas primeiro e elas se tornam parte da nação escolhida de Deus somente depois de aceitarem as condições para se tornarem parte dessa nação (Hebreus 8:11). Elas serão verdadeiramente o povo de Deus porque sua lei estará escrita em seus corações. Todos na casa espiritual de Israel (a igreja) conhecem o Senhor porque ninguém pode se tornar parte da nação eleita sem primeiro conhecer o Senhor!
Mas a nova aliança é diferente de outra maneira. O perdão estaria disponível através do sacrifício de Jesus Cristo (8:12). Não haveria mais necessidade de sacrifícios anuais no Dia da Expiação como a lei de Moisés exigia (veja Levítico 16). Jesus, o sacrifício perfeito, precisou oferecer a si mesmo somente uma vez. Por que haveríamos de querer voltar ao velho e imperfeito, quando Deus providenciou um pacto novo e melhor, com um melhor Sumo Sacerdote?
Perguntas para estudar:
1. Como um indivíduo se tornava parte da nação física de Israel?
2. A circuncisão carnal era uma garantia de uma vida de obediência a Deus?
3. Sob a nova aliança, o que vem primeiro: o conhecimento ou a cidadania na nação espiritual de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 9:1-28
Um Ministério Mais Excelente
Sob a Lei de Moisés, o povo de Israel tinha um santuário (o tabernáculo) e um sumo sacerdote que servia como um intercessor pelo povo diante de Deus. O autor de Hebreus já identificou Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote, um ministro do tabernáculo verdadeiro (4:14; 8:1-2). No capítulo nove, o escritor discute o serviço de Jesus no tabernáculo verdadeiro.
O livro de Êxodo registra a construção do tabernáculo (capítulos 25-30). Era basicamente uma tenda elaborada e dividida em duas salas por um véu. A sala maior era chamada o Santo Lugar e a menor era chamada Santo dos Santos. Cada sala tinha seus próprios móveis e o escritor de Hebreus menciona brevemente essas peças (9:1-5).
Os sacerdotes do Velho Testamento entravam diariamente no Santo Lugar, executando o seu serviço. Mas somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos. Uma vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos com o sangue de um touro, por seus próprios pecados e, novamente, com o sangue de um bode, pelos pecados do povo (9:6-7). Ele pegava este sangue e o aspergia sobre o propiciatório, a cobertura da arca da aliança, oferecendo-o a Deus. Era no Santo dos Santos que um homem podia chegar à presença de Deus, mas somente o sumo sacerdote era capaz de entrar e era exigido que se defumasse a sala com incenso, antes de entrar! Leia Levítico 16 para ver uma descrição completa do ritual que o sumo sacerdote seguia no Dia da Expiação.
O véu que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos simbolizava o fato que o caminho à presença de Deus ainda não estava aberto para a humanidade. Quando Jesus morreu na cruz, o véu entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos foi rasgado (Mateus 27:51). Este foi o modo de Deus mostrar que o acesso a sua presença era agora disponível a todos, através do sacrifício de Jesus (veja Hebreus 6:19-20; 10:19-22)!
Como os sumos sacerdotes do Velho Testamento, Jesus ofereceu sangue na presença de Deus, porém Jesus ofereceu seu próprio sangue, derramado na cruz, e ofereceu-o no verdadeiro tabernáculo, o próprio céu (9:12, 24-26).
O autor de Hebreus já identificou Jesus como Mediador de uma aliança melhor (8:6). Agora ele explica que o sangue de Jesus alcança até os pecados sob a primeira aliança, a Lei de Moisés (9:15). As coisas do tabernáculo do Velho Testamento eram purificadas com o sangue de animais, mas Jesus ofereceu um sacrifício melhor, que pode verdadeiramente obter a redenção do pecado. Ainda que os sumos sacerdotes do Velho Testamento oferecessem sangue todos os anos pelos pecados do ano anterior, Jesus entrou no céu, na presença de Deus, uma vez por todas (9:12, 27-28).
Perguntas para estudar::
1. Sob a Lei de Moisés, onde o homem se encontrava com Deus?
2. O que os sumos sacerdotes do Velho Testamento levavam para o Santo dos Santos?
3. Onde Jesus foi para oferecer seu sangue na presença de Deus?
4. Quantas vezes Jesus se oferecerá como sacrifício?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 10:1-39
Entremos Ousadamente no Santo dos Santos
Do que precisa o pecador? Ele precisa ser perdoado e purificado da culpa por seus pecados. Mas o perdão requer um sacrifício que seja capaz de satisfazer as exigências da justiça. A lei de Moisés não podia prover um sacrifício como esse. Sob aquela lei, o sangue dos animais era oferecido a Deus, mas o autor de Hebreus observa que tal sangue “não podia tirar meus pecados” (10:4,11). A repetição constante desses sacrifícios era uma lembrança contínua de que não eram adequados à remissão de pecados (10:1-3). Contudo, esses sacrifícios de animais eram “sombras” do sacrifício perfeito que seria oferecido por Jesus (10:1).
Deus não se alegrava com os sacrifícios oferecidos sob a lei de Moisés, no sentido em que eles eram inadequados para pagar a pena pelos pecados cometidos. Jesus, contudo, veio a este mundo e foi totalmente obediente ao Pai (10:9). Como resultado, ele foi capaz de oferecer a si mesmo, isto é, uma vida imaculada pelo pecado, como um sacrifício perfeito. Diferente dos sacrifícios do Velho Testamento, Jesus ofereceu a si mesmo uma única vez, porque seu sacrifício garantia a remissão dos pecados (10:10-12,14,18).
Sob a lei de Moisés, somente ao sumo sacerdote era permitido entrar na parte do tabernáculo conhecida como o Santo dos Santos, e ele tinha que ser cerimonialmente purificado antes que pudesse entrar na presença de Deus ali. O sacrifício de Jesus tornou possível para nós nos aproximarmos de Deus, e finalmente entrar ousadamente no próprio céu, purificados pelo sangue de Jesus Cristo de todos os nossos pecados (10:19-22; veja 9:24-26).
É importante que nos encorajemos uns aos outros para permanecermos firmes em nossa esperança de entrar na presença de Deus no céu. O Senhor deseja que os cristãos se reúnam regularmente de modo a encorajar uns aos outros ao amor e às boas obras. O escritor de Hebreus observa que alguns cristãos tinham parado de se reunir com os outros santos (10:23-25).
Se nós, que fomos santificados pelo sangue de Jesus através de nossa obediência ao evangelho, mais tarde rejeitarmos seu sacrifício e retornarmos ao mundo ou mesmo à lei de Moisés, o que mais ficará como sacrifício pelo pecado? Absolutamente nada! Quando os israelitas rejeitavam a lei de Moisés, o castigo era certo (10:28). O que fará Deus com aqueles que rejeitam o sacrifício perfeito de Jesus, seu Filho unigênito? O castigo será ainda mais certo e horrível (10:26-31).
Temos que permanecer fiéis até o fim, apesar da perseguição e tribulação. Os cristãos que receberam primeiro esta epístola tinham sofrido no passado; o escritor inspirado encoraja-os a não desistir para que possam receber a promessa (10:32-36). Mais uma vez ele afirma não somente que é possível afastar-se de Cristo, mas também que essa pessoa será perdida (10:39).
Perguntas para estudar:
1. Podem os sacrifícios de animais tirar nossos pecados?
2. Por que Jesus teve que se oferecer apenas uma vez?
3. Por que os cristãos precisam encontrar-se?
4. É possível a quem foi santificado pelo sangue de Jesus mais tarde calcar aos pés o Filho de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 11:1-40
Fé Obediente
Palavras de encorajamento podem ajudar uma pessoa a se comportar bem, mas um bom exemplo é ainda mais poderoso. O autor de Hebreus concluiu o capítulo 10 observando que ele só viverá pela fé (Habacuque 2:4), o tipo de fé que leva uma pessoa a perseverar na obediência ao Senhor até o fim. Somente então se receberá a recompensa prometida (Hebreus 10:35-39). No capítulo 11 ele ilustra esse tipo de fé observando os exemplos de homens e mulheres do Velho Testamento.
A fé nos permite esperar aquelas coisas que não podemos ver (11:1; veja Romans 8:24). Se não podemos ver aquilo em que temos esperança, como saber que isso existe ou que o receberemos? A funcão da fé é que ela substitui a prova objetiva da coisa na qual temos esperança. O autor ilustra o papel da fé quando ele observa que cremos que o universo foi criado pela palavra de Deus porque os Escrituras revelam esse fato e temos confiança na veracidade tanto de Deus como de sua palavra.
Começando com Abel, o escritor cita exemplos específicos de fé. Mas o autor não está escrevendo sobre fé “morta” (Tiago 2:26); em cada caso ele observa que foi a obediênca a Deus que resultou da fé (11:4-31). Por exemplo:
- Abel... ofereceu... mais excelente sacrifício (11:4)
- Enoque...agradou a Deus (11:5)
- Noé...aparelhou uma arca (11:7)
- Abraão... obedeceu, peregrinou, ofereceu (11:8,9,17)
- Moises...celebrou a Páscoa (11:28)
- Os israelitas... capturaram Jericó (11:30)
Os exemplos de fé obediente são muito numerosos para serem todos listados e, assim, o autor conclui mencionado em geral alguns dos modos pelos quais os indivíduos tinham obedecido a Deus, apesar das provações envolvidas (11:32-38).
Cada uma destas pessoas não somente creu que Deus existia, mas creu nas promessas que ele fez (11:6). Algumas delas perceberam que não receberiam essas promessas durante sua vida, mas assim mesmo confiaram em Deus e agiram de acordo (11:13-16,22,35).
O autor conclui o capítulo afirmando que, apesar da sua fé impressionante, todas essas pessoas esperaram o cumprimento da promessa, isto é, a vinda do Messias e de seu reino (11:39). Seus leitores, que já estavam gozando das bênçãos espirituais em Cristo, precisavam imitar a fé daquelas pessoas do Velho Testamento!
Perguntas para estudar:1. Como os antigos conseguiram um bom testemuunho?
2. Neste capítulo, o que sempre acompanhou a fé?
3. Como Noé demonstrou sua fé?
4. Quem ofereceu seu filho unigênito em obediencia a Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 12:1-29
Corramos a Corrida
O escritor de Hebreus completou seu argumento principal no capítulo dez. Nos capítulos anteriores ele demonstrou a superioridade de Jesus sobre os profetas do Velho Testamento, os anjos, Moisés e Arão. Ele demonstrou a natureza do sacerdócio de Jesus e a eficácia do seu sacrifício. Ele também apresentou argu-mentos para mostrar que a lei de Moisés tinha sido removida. Tendo reassegurado os hebreus de que eles estavam certos em abraçar Jesus, ele agora usa a figura de uma corrida para exortá-los a perseverar em sua vocação (12:1-4).
No capítulo onze ele citou os muitos exemplos de fé obediente, ou perseve-rança. Todas aquelas pessoas são testemunhas do fato de que a corrida pode ser vencida (12:1). O autor também encoraja seus leitores a “correr a corrida” com seus olhos fixos em Jesus, estimu-lando sua paciência no sofrimento (12:2-3a). Os hebreus estavam em perigo de ficarem cansados e desencorajados, ainda que não tivessem sofrido tanto como Jesus (12:3-4).
Os hebreus são advertidos a não serem desencorajados pela disciplina do Senhor, mas antes se lembrarem do propósito dela (12:5, 10b-11). O autor observa a relação da punição com a condição de filho. A punição é um sinal de filiação; sua ausência indica que não se é filho (12:7-8). A punição não é agradável, mas desde que o castigo é geralmente aceito quando vem de pais carnais que cometem enganos, ele argumenta para chegar à mais certa conclusão de que os cristãos devem aceitar a punição de seu Pai celestial, que não comete tais enganos (12:9-11). Em vez de abandonar a corrida, isto é, voltar ao judaísmo, os hebreus precisam fazer esforços renovados para terminar a corrida (12:12-13).
O autor manda que os hebreus estejam em guarda para que nenhum deles acredite que possa gozar das bênçãos de Deus pela simples associação com o povo de Deus, em vez de ser por uma vida de fé e obediência (12:15; Deuteronômio 29:14-29). Estes cristãos precisavam também ter o adequado respeito pelas vantagens espirituais oferecidas pela nova aliança, em vez de seguirem o exemplo de Esaú que não teve nenhum cuidado com os privilégios espirituais (12:16-17; 10:29; Gênesis 25:29-34; 27:1-40).
Na verdade, os hebreus “não tinham que chegar” a um pacto entregue com impressionantes manifestações físicas (12:18-21; Êxodo 19:20), isto é, a lei de Moisés, mas antes a um pacto com superiores privilégios espirituais (12:22-24).
O autor completa o capítulo doze com a última das maiores advertências do seu livro (12:25-29). Não há escapatória para aqueles que desafiam Deus, rejeitando sua palavra.
Perguntas para estudar:
1. Qual figura o autor usa para ilustrar a necessidade de perseverança?
2. A quem o Senhor castiga?
3. O que fez Esaú que demonstrou seu desinteresse pelas coisas espirituais?
4. O que é que “não pode ser abalado?”
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 13:1-25
Com Jesus Fora do Acampamento
Nos primeiros doze capítulos de Hebreus, o raciocínio do autor é muito lógico e bem encadeado, cada ponto levando ao próximo. Contudo, no capítulo treze, seu argumento é completado e parece que ele junta num só grupo uma série de exortações sem relação.
Em 13:1 e 3, os hebreus são exortados a continuar a mostrar seu amor fraternal, especialmente na forma de benevolência com os prisioneiros, que freqüentemente eram forçados a depender de amigos para satisfazer suas necessidades. O autor também encoraja o costume da hospitali-dade, afirmando que nem sempre se sabe as bênçãos que podem resultar (13:2; veja Gênesis 18:1-8, 22; 19:1). Ele adverte contra a imoralidade sexual e a ganância, observando que o Senhor prometeu nunca abandonar os cristãos (13:4-6).
Alguns dos seus leitores estavam pensando em retornar ao judaísmo, mas o escritor encoraja-os a considerar o resultado da fé daqueles que lhes ensinaram a Palavra de Deus. Ele garante aos seus leitores que eles podem esperar o mesmo prêmio por uma fidelidade semelhante, porque Jesus é imutável (13:7-8).
Em 13:10-14, o escritor faz uma breve exortação baseada no sistema sacrificial do Velho Testamento. A expressão “comer do altar” (13:10) se refere ao fato que aos sacerdotes levíticos era permitido comer partes de alguns dos sacrifícios oferecidos. Contudo, os sacerdotes não comiam da oferenda pelo pecado (Levítico 16:27); os corpos dos animais oferecidos no Dia da Expiação eram queimados fora do acampamento. O autor identifica Jesus como uma oferenda pelo pecado, observando que ele sofreu fora do acampamento (Jesus foi crucificado fora da cidade de Jerusalém). Para comer (gozar das bênçãos) desta oferenda perfeita pelo pecado deve-se sair do acampamento (deixar o judaísmo), um ato que envolveria alguma censura (13:12-13). Tal censura poderia significar pouco para aquela mente que está posta num lar celestial afinal (13:14). O ponto do autor é, claramente, que aqueles que desejam viver sob a Lei de Moisés não gozam as bênçãos do sacrifício de Cristo!
O serviço de um sacerdote é oferecer sacrifícios (5:1). Desde que os cristãos são sacerdotes espirituais (1 Pedro 2:5, 10) com Jesus como seu sumo sacerdote, eles precisam oferecer sacrifícios espirituais a Deus. O escritor identifica alguns destes sacrifícios (13:15-16; veja também Romanos 12:1).
Tendo recordado a seus leitores seus mestres do passado (13:7) e advertido sobre as “doutrinas estranhas,” o autor ordena-lhes que obedeçam aqueles que presentemente olham por suas almas, isto é, os presbíteros (13:17).
Ele conclui pedindo-lhes suas orações (13:18-19) e oferecendo uma oração por eles (13:20-21).
Perguntas para estudar:
1. Quem mostrou hospitalidade aos anjos em Gênesis 18?
2. Que promessa o Senhor faz aos cristãos (13:5)?
3. Que tipo de “sacrifícios” os cristãos deverão oferecer a Deus?
por evangelista alexandre lopes
© 2011 evangelista alexandre lopes
Introdução ao Livro de Hebreus - Não Desista!
Hebreus 1:1-14 Jesus: Superior aos Anjos
Hebreus 2:1-18 Jesus: Feito como seus Irmãos
Hebreus 3:1-4:16 Um Descanso Permanece
Hebreus 5:1 - 6:20 Diligente até o Fim
Hebreus 7:1-28 Jesus: Um Sumo Sacerdote Superior
Hebreus 8:1-13 Uma Aliança Melhor
Hebreus 9:1-28 Um Ministério Mais Excelente
Hebreus 10:1-39 Entremos Ousadamente no Santo dos Santos
Hebreus 11:1-40 Fé Obediente
Hebreus 12:1-29 Corramos a Corrida
Hebreus 13:1-25 Com Jesus Fora do AcampamentoEstudo Textual: Introdução ao Livro de Hebreus
Não Desista!
Quem trocaria um lustroso carro novo por outro velho e enferrujado, ou um refulgente anel de diamante por uma peça de bijuteria pretejada? Somente uma pessoa insensata faria negócios como esses! O livro de Hebreus foi escrito para pessoas que estavam em perigo de fazer exatamente uma tal troca assim. Eram cristãos pensando em deixar seu relacionamento com Cristo para voltar a viver sob a Lei de Moisés. O escritor de Hebreus estava determinado a mostrar aos seus leitores que escolha idiota seria essa!
O autor de Hebreus não se identificou pelo nome, no livro. Ele conhecia Timóteo (13:23) e possuía sólido entendimento do Velho Testamento. Muitos estudantes da Bíblia acreditam que foi Paulo quem escreveu Hebreus, mas outros argumentam que esse autor não era um dos apóstolos (veja 2:3). Provavelmente, o máximo que podemos concluir com certeza é que o autor era inspirado.
Em vista do tema do livro, é improvável que o autor tivesse deixado de mencionar a destruição do templo, no ano 70 d.C., se esse evento tivesse ocorrido ao tempo da escrita. Uma vez que ele não citou esse evento para apoiar seus argumentos (veja 10:25 para uma possível referência), podemos aceitar que ainda não tivesse acontecido, e uma data próxima de 65 d.C. pode ser aceita para a escrita de Hebreus.
Hebreus foi escrito claramente para ouvintes conhecedores das Escrituras do Velho Testamento e, especialmente dos rituais de sacrifícios da Velha Lei. É evidente que os leitores pretendidos eram judeus cristãos (por exemplo, 3:1; 4:14-16). Eles tinham sofrido alguma perseguição, como resultado de sua fé e alguns, provavelmente desanimados por suas tribulações ou em dúvida sobre seu compromisso com Cristo, estavam pensando em voltar para o judaísmo. Outros já tinham deixado de reunir-se com seus irmãos (10:19-39). Como no caso da identidade do autor, não podemos dizer com certeza onde estas pessoas viviam, mas muitos estudantes da Bíblia favorecem Jerusalém ou Roma como possíveis destinos para a epístola (veja 13:24).
Como foi sugerido no início deste artigo, o tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. O autor argu-menta que Jesus é superior aos anjos, Moisés, Josué e Arão (capítulos 1, 3, 4 e 7, respectivamente). Não somente Jesus é um Legislador e Sumo Sacerdote superior, mas sua aliança é superior à Aliança Mosaica (capítulos 8-10). De fato, “melhor” é a palavra chave do livro (1:4; 7:22; 8:6, etc)!
Perguntas para estudar:
1. O escritor de Hebreus se identifica?
2. Hebreus foi escrito provavelmente antes ou depois da destruição do templo, em 70 d.C.?
3. Hebreus foi escrito para cristãos judaicos ou cristãos gentios?
4. De acordo com Hebreus, Jesus é superior a quais pessoas?
5. Qual é a palavra chave de Hebreus?
por evangelista alexandre lopes
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Estudo Textual: Hebreus 1:1-14
Jesus: Superior aos Anjos
No monte da transfiguração, a voz que vinha da nuvem confirmou a Pedro, Tiago e João que Jesus é o Filho amado de Deus e que devemos ouvir a ele, em vez de Moisés ou Elias (Mateus 17:1-8). O escritor de Hebreus afirma o mesmo ponto, logo no começo de sua epístola. Ele observa que, enquanto Deus usou vários métodos e indivíduos para levar sua palavra à humanidade, no passado, seu porta-voz durante estes “últimos dias” é seu Filho (Hebreus 1:2). O apóstolo Pedro afirmou que estamos vivendo nos últimos dias, quando identificou os acontecimentos de Pentecostes (Atos 2:16-17) como o cumprimento da profecia de Joel a respeito desses dias. Esta afirmação sobre a autoridade de Jesus tem importantes implicações para aqueles que desejam justificar suas práticas religiosas dando ouvidos a Moisés, isto é, apelando para a lei de Moisés em busca de autoridade.
O tema de Hebreus é a superioridade de Jesus Cristo. Jesus não é só um outro porta-voz; Ele é muito superior em natureza aos profetas que o precederam. Ele não é somente Criador e Redentor (Hebreus 1:2-3); Ele é também Divindade. Ele não é a mesma pessoa que o Pai, mas ele é a “expressão exata” do Pai e, assim, participa da natureza eternal do Pai!
O restante do capítulo é dedicado a demonstrar que Jesus é também superior aos anjos. Ele obteve um “mais excelente nome” do que eles (1:4). “Nome” se refere mais ao caráter e à posição do que à palavra pela qual alguém é chamado.
O autor de Hebreus usa o silêncio de Deus para afirmar seu ponto. Ele cita afirmações divinas a respeito da posição de Jesus e então pergunta se Deus jamais disse tal coisa de qualquer dos anjos (1:5). A questão é obviamente retórica; Deus nunca se dirigiu a nenhum dos anjos como seu Filho. Pode então, qualquer dos anjos assumir a posição de Filho de Deus, uma vez que Deus não os proibiu de fazê-lo? Certamente que não! O argumento do escritor de Hebreus depende da premissa de que o silêncio de Deus é proibitivo, não permissivo: um princípio importante para todos nós que procuramos a aprovação de Deus em nossas vidas. O escritor usa o mesmo tipo de argumento (do silêncio de Deus) nos versículos 13-14.
A comparação entre Jesus e os anjos continua quando o escritor de Hebreus observa que os anjos são espíritos servidores, que adoraram o Filho durante sua encarnação (1:6-7,14). Jesus, contudo, é um Monarca cujos anos não findarão, isto é, ele é um ser eterno.
Perguntas para estudar:
1. Através de quem Deus fala conosco, nestes dias?
2. É Jesus um ser criado ou eterno como o Pai?
3. É alguma coisa divinamente autorizada pelo simples fato de que Deus não a proibiu?
4. É Jesus superior aos anjos em natureza, posição ou ambos?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 2:1-18
Jesus: Feito como seus Irmãos
O primeiro capítulo de Hebreus afirma, claramente, a superioridade de Jesus sobre profetas e anjos. Em vista deste fato, o autor ressalta a necessidade de prestar atenção à mensagem dada pelo Senhor (2:1) e confirmada por Deus através de milagres (2:4). Ele defende esta idéia usando uma forma de argumento que aparecerá várias vezes, em seu livro. Aqueles que desobedeceram à lei entregue pelos anjos (a Lei de Moisés) foram justamente punidos. Desde que Jesus é superior aos anjos, é ainda mais certo que a desobediência de sua lei será punida (2:2-4). Esta forma de argumento é, às vezes, chamada “do secun-dário para o principal”, isto é, o ponto é apre-sentado do caso menos importante para o caso mais importante.
Os primeiros quatro versículos também introduzem um outro padrão encontrado neste livro. Enquanto o autor argumenta de um modo muito lógico, ele interrompe periodicamente seu raciocínio com advertências aos seus leitores. Ele escrevia aos cristãos que estavam pensando em voltar ao judaísmo. Há cinco advertências, como estas, espalhadas através de todo o livro (2:1-4; 3:7-4:13; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Estas advertências são duras e mostram que é possível para os cristãos serem condenados eternamente se abandonarem o Senhor (veja especialmente 6:4-6 e 10:26-29).
O escritor cita Salmo 8 (2:6-8), uma passagem que observa que o homem foi criado um pouco mais baixo do que os anjos. Este fato, provavelmente, levantou uma questão na mente de seus leitores. Se Jesus é superior aos anjos, por que ele tomou a forma de um homem, que foi feito inferior aos anjos?
A resposta a esta pergunta é encontrada no papel redentor que Jesus desempenha. O homem precisa de um mediador entre Deus e si mesmo. Porque Jesus sofreu e foi tentado como são os homens neste mundo, ele pode, portanto, ajudar os homens como um misericordioso e fiel Sumo Sacerdote (2:17-18).
O autor de Hebreus voltará ao assunto do sumo sacerdócio de Jesus para uma extensa discussão, mais tarde neste livro. Neste capítulo, contudo, ele afirma que Jesus tinha que se tornar como seus irmãos, de modo a servir como Sumo Sacerdote. Ele tinha que tomar um corpo humano para experimentar a morte por todos os homens. Através de sua morte e ressurreição, ele derrotou Satanás, que tem o poder da morte (2:14). Ele tinha que se tornar como os homens, isto é, partilhar da carne e do sangue (2:14), porque dá ajuda aos homens, e não aos anjos (2:16). Deus seja louvado por termos um Sumo Sacerdote que entende nossa situação!
Perguntas para estudar:
1. Como Deus testificou a mensagem da salvação?
2. Pode-se obedecer ao evangelho e, mais tarde, deixar o Senhor e perder-se eternamente?
3. Por quem Jesus morreu?
4. Como Jesus é plenamente qualificado para ajudar os homens?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 3:1-4:16
Um Descanso Permanece
No capítulo 1 de Hebreus, o autor afirmou que Jesus é superior tanto aos outros profetas de Deus como aos anjos. Ele continua sua afirmação no capítulo três, observando que Jesus é superior até mesmo a Moisés! Os judeus tinham muito respeito por Moisés, porque ele recebeu a velha lei de Deus e o escritor de Hebreus reconhece sua fidelidade. Mas Jesus é superior até mesmo a Moisés, do mesmo modo que o construtor de uma casa tem mais honra do que a casa que ele constrói (3:3), assim como o filho do dono da casa é superior a um servo daquela casa (3:1-6). De fato, é sua casa! O escritor fala da igreja (3:6- “qual casa somos nós”; veja também 1 Timóteo 3:15). Mais tarde, no livro, o escritor estenderá este argumento da superioridade de Jesus, observando que sua aliança é também superior àquela dada através de Moisés (capítulos 9 e 10).
Os cristãos, contudo, precisam guardar “firme até ao fim” (3:6). É este comentário do autor que introduz o segundo trecho de advertência do livro (veja também 2:1-4; 5:11-6:20; 10:19-39; 12:25-29). Ele cita o Salmo 95:7-11 para introduzir a descrença e o fracasso de Israel, o povo escolhido por Deus, no passado. O restante do capítulo 4 é dedicado a advertir seus leitores a não repetirem o erro de Israel, em se afastar de Deus (4:11).
A Israel foi prometido um descanso, mas a nação não herdou esse descanso. O autor afirma que eles não poderiam entrar no descanso prometido por causa da descrença (3:19), por causa da desobediência (3:18). Por que Israel foi forçado a peregrinar no deserto? Descrença ou desobediência? Ambos: sua descrença resultou em sua desobediência (4:6)! É possível para o povo escolhido por Deus, nestes dias, afastar-se do Deus vivo, ao endurecer-se através do engano do pecado (3:12-14).
O autor observa que o descanso prometido ainda permanece (4:1, 9)! Aqueles a quem ele foi prometido inicialmente não o herdaram; eles morreram nas peregrinações no deserto. Mesmo quando a nação de Israel entrou finalmente na terra de Canaã, o descanso ainda permaneceu (4:8); de outro modo o salmista não teria escrito muitos anos depois da conquista de Canaã como se o descanso permanecesse (Salmos 95:7; Hebreus 4:6-9). O descanso que agora permanece não é a terra física de Canaã, nem mesmo o dia do sábado; é o próprio céu!
O capítulo três começa chamando nossa atenção para os papéis de Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote. O capítulo 4 termina encorajando o cristão a conservar-se firme na sua confissão e apelar para seu Sumo Sacerdote, por auxílio no tempo da necessidade (4:14-16).
Perguntas para estudar:
1. Jesus é considerado digno de mais glória do que quem?
2. O descanso prometido ainda permanece?
3. É possível para um cristão não entrar no descanso prometido?
4. Existem coisas que podemos esconder de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 5:1 - 6:20
Diligente até o Fim
Jó clamou em seu desespero: “Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos?” (Jó 9:33). Jó percebeu que não era capaz de falar diretamente com Deus, por causa de sua majestade, e sentiu agudamente a falta de um mediador ou árbitro. O autor de Hebreus, contudo, observa que temos um mediador entre nós e Deus. Ele é nosso Sumo Sacerdote Jesus Cristo.
Jesus foi indicado pelo Pai para ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (veja Gênesis 14); ele não se deu essa honra (Hebreus 5:5-10). Há um grande contraste, contudo, entre os sacerdotes levíticos e Jesus Cristo. Todo sumo sacerdote levítico poderia verdadeiramente simpatizar com a situação difícil dos homens pecadores, porque todo sacerdote era, ele mesmo, culpado de pecado (Hebreus 5:1-3). Assim sendo, ele tinha que primeiro oferecer sacrifício por seus próprios pecados e então podia fazer intercessão pelo restante do povo (veja Levítico 16). Jesus foi tentado, como nós somos, mas sem pecar. Ele foi obediente ao Pai e assim se tornou o autor da salvação eterna de todos aqueles que o obedecem.
Quando o autor se prepara para continuar sua discussão do sacerdócio de Melquisedeque mais adiante, ele percebe que seus leitores não estão preparados para entender tais assuntos. Eles têm sido cristãos por tempo suficiente para que sejam espiritualmente maduros, isto é, sejam capazes de ensinar outros mas, em vez disso, deixaram de crescer em conhecimento e experiência (5:11-14). Assim, eles são capazes de entender somente as coisas simples do evangelho, o “leite” da palavra.
Todos os cristãos começam suas vidas espirituais como “bebês” em Cristo, mas precisam crescer para amadurecer (6:1). Permanecer um infante espiritual pode resultar em afastar-se de Cristo (6:4-6). O cristão que rejeita Jesus está na realidade agindo justamente como aqueles que realmente crucificaram Jesus! Ele crucifica Jesus de novo e o envergonha abertamente. Se um cristão rejeita Cristo, que mais o evangelho oferece para levá-lo ao arrependimento?
O Escritor de Hebreus, contudo, estimula seus leitores, observando que ele não pensa que eles estejam em tal estado. Mas espera que eles continuem nos trabalhos que tinham iniciado (6:9-12). Mas que garantia têm os cristãos de que, depois que tiverem trabalhado diligentemente e suportado as tribulações pacientemente serão, de fato, salvos da eterna destruição? O autor cita o exemplo de Abraão, a quem Deus fez uma promessa (6:13-17). Quando Abraão pacientemente suportou, obteve o cumprimento da promessa, porque a palavra de Deus é imutável. O exemplo de Abraão é um forte encorajamento para aqueles que estão agora confiantes em que Deus lhes dará a vida eterna, como ele prometeu àqueles que o obedecem (Hebreus 5:9).
Perguntas para estudar:
1. Estavam os cristãos hebreus crescendo espiritualmente?
2. É possível a um cristão afastar-se de Cristo?
3. Quem é um exemplo do fato que Deus mantém suas promessas?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 7:1-28
Jesus: Um Sumo Sacerdote Superior
O autor de Hebreus identificou Jesus como sumo sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, tanto no capítulo 5 como no 6. Mas quem é Melquisedeque? Por que Jesus é um sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, em vez da ordem levítica?
No capítulo 7, o autor responde a ambas as questões. Melquisedeque aparece na história bíblica durante apenas um curto período (veja Gênesis 14:18-20). Porque a Bíblia não registra seu nascimento, morte nem mesmo sua genealogia, Melquisedeque parece ser de natureza eterna, como o Filho de Deus. Ele é identificado como sendo tanto o rei de Salém como sacerdote do Deus Altíssimo.
O autor deseja demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus sobre o de Arão e, assim, ele afirma a superioridade de Melquisedeque sobre Levi. Ele o faz, em parte, observando que Melquisedeque abençoou Abraão (o menor é abençoado pelo maior) e que Abraão, que tinha as promessas, pagou dízimo a Melquisedeque. Num sentido figurado, Levi, descendente de Abraão, também pagou dízimo a Melquisedeque, através de Abraão.
Mas por que uma outra ordem de sacerdócio, segundo Melquisedeque era necessária? A resposta é que o sacerdócio levítico não era adequado (7:11,27). Nem a Jesus era permitido ser sacerdote segundo a ordem de Levi. Os sacerdotes vinham da tribo de Levi, mas Jesus era da tribo de Judá (7:13-14). A lei de Moisés nada dizia sobre homens de Judá se tornarem sacerdotes e, assim, isso era proibido. O homem não deve ir além do que Deus autorizou.
Para que Jesus fosse um sacerdote, o sacerdócio tinha que ser mudado. Desde que o sacerdócio e a lei de Moisés estavam intimamente ligados, se o sacerdócio for mudado, então a lei também precisa ser mudada (7:12,18-19). Aqueles que querem viver sob a lei de Moisés, hoje em dia, desligam-se do sacerdócio de Jesus porque ele não pode ser sacerdote sob essa lei! O sacerdócio de Jesus é, então, uma garantia de que uma lei (ou aliança) melhor foi estabelecida (7:20-22).
Por que alguém haveria de querer voltar à Velha Lei e ao sacerdócio levítico? Jesus é um Sumo Sacerdote superior. Ele foi feito sacerdote pelo poder de uma vida infindável, e não através de um mandamento carnal (a Lei de Moisés). Diferente dos sacerdotes levíticos, que eram incapazes de continuar a servir por causa da morte, Jesus vive sempre para fazer intercessão por nós. Jesus foi feito sacerdote através do imutável juramento de Deus.
Os sacerdotes levíticos eram fracos porque pecavam assim como os homens pelos quais eles faziam intercessão. Jesus, contudo, é santo, imaculado e separado dos pecadores. Ele não tem que fazer oferenda por si mesmo, como os sacerdotes levíticos tinham que fazer. De muitas maneiras, Jesus é verdadeiramente o sumo sacerdote superior!
Perguntas para estudar:
1. Como Melquisedeque é semelhante a Jesus?
2. Por que Jesus é incapaz de ser um sacerdote sob a lei de Moisés?
3. O silêncio de Deus autoriza alguma coisa?
4. O sacerdócio de Jesus é garantia do quê?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 8:1-13
Uma Aliança Melhor
O trabalho do sacerdote é fazer as oferendas e sacrifícios no santuário (Hebreus 8:3). Como nosso Sumo Sacerdote celestial, Jesus também serve num santuário, mas este é um santuário que não foi feito por mãos humanas, como o foi o tabernáculo. Jesus é, não somente superior aos profetas do Velho Testamento, aos anjos, a Moisés e a Aarão, mas é também um melhor sumo sacerdote, que ministra num santuário melhor. Ele é o mediador de uma aliança melhor estabelecido sobre melhores promessas (8:2, 6).
Alguns dos destinatários originais de Hebreus estavam pensando em retornar ao judaísmo. O autor de Hebreus quer que eles entendam como seria tolo deixar uma aliança melhor para retornar a uma imperfeita. Se o primeiro pacto tivesse sido infalível, não teria havido necessidade de outro (8:7). Até mesmo o santuário associado com a Lei de Moisés, o tabernáculo construído no Monte Sinai, era apenas uma cópia e uma sombra do santuário celestial.
O que estava errado com a aliança feita com Israel no Monte Sinai? Realmente, nada havia de errado com o pacto em si; ele cumpria as funções que Deus pretendia. Ele identificava o pecado, encorajava a santidade entre o povo escolhido de Deus e apontava aos homens em direção a Cristo e à graça de Deus. O escritor de Hebreus nota que a falha estava realmente no povo de Deus, e não na aliança (8:8-9). Um homem poderia ser declarado justo sob a Velha Lei se a guardasse perfeitamente, nunca violando um único preceito (Levítico 18:4-5). Mas o povo de Israel não guardava a lei de Deus e assim ela se tornou um instrumento de morte espiritual para ele (Romanos 7:10-13). Mas Deus deu ao homem a esperança, prometendo através do profeta Jeremias que ele faria um novo pacto com seu povo.
Um indivíduo se tornava parte do povo de Israel pelo nascimento físico e era circuncidado no oitavo dia como sinal da aliança. Mais tarde, quando o menino tinha idade bastante para entender, era-lhe ensinada a lei com a esperança de que ele decidisse obedecê-la. A lei de Moisés foi escrita em tábuas de pedra, mas muitos israelitas não escreveram a lei de Deus em seus corações.
O novo pacto, contudo, é diferente, como Jeremias profetizou. É ensinado às pessoas primeiro e elas se tornam parte da nação escolhida de Deus somente depois de aceitarem as condições para se tornarem parte dessa nação (Hebreus 8:11). Elas serão verdadeiramente o povo de Deus porque sua lei estará escrita em seus corações. Todos na casa espiritual de Israel (a igreja) conhecem o Senhor porque ninguém pode se tornar parte da nação eleita sem primeiro conhecer o Senhor!
Mas a nova aliança é diferente de outra maneira. O perdão estaria disponível através do sacrifício de Jesus Cristo (8:12). Não haveria mais necessidade de sacrifícios anuais no Dia da Expiação como a lei de Moisés exigia (veja Levítico 16). Jesus, o sacrifício perfeito, precisou oferecer a si mesmo somente uma vez. Por que haveríamos de querer voltar ao velho e imperfeito, quando Deus providenciou um pacto novo e melhor, com um melhor Sumo Sacerdote?
Perguntas para estudar:
1. Como um indivíduo se tornava parte da nação física de Israel?
2. A circuncisão carnal era uma garantia de uma vida de obediência a Deus?
3. Sob a nova aliança, o que vem primeiro: o conhecimento ou a cidadania na nação espiritual de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 9:1-28
Um Ministério Mais Excelente
Sob a Lei de Moisés, o povo de Israel tinha um santuário (o tabernáculo) e um sumo sacerdote que servia como um intercessor pelo povo diante de Deus. O autor de Hebreus já identificou Jesus Cristo como nosso Sumo Sacerdote, um ministro do tabernáculo verdadeiro (4:14; 8:1-2). No capítulo nove, o escritor discute o serviço de Jesus no tabernáculo verdadeiro.
O livro de Êxodo registra a construção do tabernáculo (capítulos 25-30). Era basicamente uma tenda elaborada e dividida em duas salas por um véu. A sala maior era chamada o Santo Lugar e a menor era chamada Santo dos Santos. Cada sala tinha seus próprios móveis e o escritor de Hebreus menciona brevemente essas peças (9:1-5).
Os sacerdotes do Velho Testamento entravam diariamente no Santo Lugar, executando o seu serviço. Mas somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos. Uma vez por ano, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos com o sangue de um touro, por seus próprios pecados e, novamente, com o sangue de um bode, pelos pecados do povo (9:6-7). Ele pegava este sangue e o aspergia sobre o propiciatório, a cobertura da arca da aliança, oferecendo-o a Deus. Era no Santo dos Santos que um homem podia chegar à presença de Deus, mas somente o sumo sacerdote era capaz de entrar e era exigido que se defumasse a sala com incenso, antes de entrar! Leia Levítico 16 para ver uma descrição completa do ritual que o sumo sacerdote seguia no Dia da Expiação.
O véu que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos simbolizava o fato que o caminho à presença de Deus ainda não estava aberto para a humanidade. Quando Jesus morreu na cruz, o véu entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos foi rasgado (Mateus 27:51). Este foi o modo de Deus mostrar que o acesso a sua presença era agora disponível a todos, através do sacrifício de Jesus (veja Hebreus 6:19-20; 10:19-22)!
Como os sumos sacerdotes do Velho Testamento, Jesus ofereceu sangue na presença de Deus, porém Jesus ofereceu seu próprio sangue, derramado na cruz, e ofereceu-o no verdadeiro tabernáculo, o próprio céu (9:12, 24-26).
O autor de Hebreus já identificou Jesus como Mediador de uma aliança melhor (8:6). Agora ele explica que o sangue de Jesus alcança até os pecados sob a primeira aliança, a Lei de Moisés (9:15). As coisas do tabernáculo do Velho Testamento eram purificadas com o sangue de animais, mas Jesus ofereceu um sacrifício melhor, que pode verdadeiramente obter a redenção do pecado. Ainda que os sumos sacerdotes do Velho Testamento oferecessem sangue todos os anos pelos pecados do ano anterior, Jesus entrou no céu, na presença de Deus, uma vez por todas (9:12, 27-28).
Perguntas para estudar::
1. Sob a Lei de Moisés, onde o homem se encontrava com Deus?
2. O que os sumos sacerdotes do Velho Testamento levavam para o Santo dos Santos?
3. Onde Jesus foi para oferecer seu sangue na presença de Deus?
4. Quantas vezes Jesus se oferecerá como sacrifício?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 10:1-39
Entremos Ousadamente no Santo dos Santos
Do que precisa o pecador? Ele precisa ser perdoado e purificado da culpa por seus pecados. Mas o perdão requer um sacrifício que seja capaz de satisfazer as exigências da justiça. A lei de Moisés não podia prover um sacrifício como esse. Sob aquela lei, o sangue dos animais era oferecido a Deus, mas o autor de Hebreus observa que tal sangue “não podia tirar meus pecados” (10:4,11). A repetição constante desses sacrifícios era uma lembrança contínua de que não eram adequados à remissão de pecados (10:1-3). Contudo, esses sacrifícios de animais eram “sombras” do sacrifício perfeito que seria oferecido por Jesus (10:1).
Deus não se alegrava com os sacrifícios oferecidos sob a lei de Moisés, no sentido em que eles eram inadequados para pagar a pena pelos pecados cometidos. Jesus, contudo, veio a este mundo e foi totalmente obediente ao Pai (10:9). Como resultado, ele foi capaz de oferecer a si mesmo, isto é, uma vida imaculada pelo pecado, como um sacrifício perfeito. Diferente dos sacrifícios do Velho Testamento, Jesus ofereceu a si mesmo uma única vez, porque seu sacrifício garantia a remissão dos pecados (10:10-12,14,18).
Sob a lei de Moisés, somente ao sumo sacerdote era permitido entrar na parte do tabernáculo conhecida como o Santo dos Santos, e ele tinha que ser cerimonialmente purificado antes que pudesse entrar na presença de Deus ali. O sacrifício de Jesus tornou possível para nós nos aproximarmos de Deus, e finalmente entrar ousadamente no próprio céu, purificados pelo sangue de Jesus Cristo de todos os nossos pecados (10:19-22; veja 9:24-26).
É importante que nos encorajemos uns aos outros para permanecermos firmes em nossa esperança de entrar na presença de Deus no céu. O Senhor deseja que os cristãos se reúnam regularmente de modo a encorajar uns aos outros ao amor e às boas obras. O escritor de Hebreus observa que alguns cristãos tinham parado de se reunir com os outros santos (10:23-25).
Se nós, que fomos santificados pelo sangue de Jesus através de nossa obediência ao evangelho, mais tarde rejeitarmos seu sacrifício e retornarmos ao mundo ou mesmo à lei de Moisés, o que mais ficará como sacrifício pelo pecado? Absolutamente nada! Quando os israelitas rejeitavam a lei de Moisés, o castigo era certo (10:28). O que fará Deus com aqueles que rejeitam o sacrifício perfeito de Jesus, seu Filho unigênito? O castigo será ainda mais certo e horrível (10:26-31).
Temos que permanecer fiéis até o fim, apesar da perseguição e tribulação. Os cristãos que receberam primeiro esta epístola tinham sofrido no passado; o escritor inspirado encoraja-os a não desistir para que possam receber a promessa (10:32-36). Mais uma vez ele afirma não somente que é possível afastar-se de Cristo, mas também que essa pessoa será perdida (10:39).
Perguntas para estudar:
1. Podem os sacrifícios de animais tirar nossos pecados?
2. Por que Jesus teve que se oferecer apenas uma vez?
3. Por que os cristãos precisam encontrar-se?
4. É possível a quem foi santificado pelo sangue de Jesus mais tarde calcar aos pés o Filho de Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 11:1-40
Fé Obediente
Palavras de encorajamento podem ajudar uma pessoa a se comportar bem, mas um bom exemplo é ainda mais poderoso. O autor de Hebreus concluiu o capítulo 10 observando que ele só viverá pela fé (Habacuque 2:4), o tipo de fé que leva uma pessoa a perseverar na obediência ao Senhor até o fim. Somente então se receberá a recompensa prometida (Hebreus 10:35-39). No capítulo 11 ele ilustra esse tipo de fé observando os exemplos de homens e mulheres do Velho Testamento.
A fé nos permite esperar aquelas coisas que não podemos ver (11:1; veja Romans 8:24). Se não podemos ver aquilo em que temos esperança, como saber que isso existe ou que o receberemos? A funcão da fé é que ela substitui a prova objetiva da coisa na qual temos esperança. O autor ilustra o papel da fé quando ele observa que cremos que o universo foi criado pela palavra de Deus porque os Escrituras revelam esse fato e temos confiança na veracidade tanto de Deus como de sua palavra.
Começando com Abel, o escritor cita exemplos específicos de fé. Mas o autor não está escrevendo sobre fé “morta” (Tiago 2:26); em cada caso ele observa que foi a obediênca a Deus que resultou da fé (11:4-31). Por exemplo:
- Abel... ofereceu... mais excelente sacrifício (11:4)
- Enoque...agradou a Deus (11:5)
- Noé...aparelhou uma arca (11:7)
- Abraão... obedeceu, peregrinou, ofereceu (11:8,9,17)
- Moises...celebrou a Páscoa (11:28)
- Os israelitas... capturaram Jericó (11:30)
Os exemplos de fé obediente são muito numerosos para serem todos listados e, assim, o autor conclui mencionado em geral alguns dos modos pelos quais os indivíduos tinham obedecido a Deus, apesar das provações envolvidas (11:32-38).
Cada uma destas pessoas não somente creu que Deus existia, mas creu nas promessas que ele fez (11:6). Algumas delas perceberam que não receberiam essas promessas durante sua vida, mas assim mesmo confiaram em Deus e agiram de acordo (11:13-16,22,35).
O autor conclui o capítulo afirmando que, apesar da sua fé impressionante, todas essas pessoas esperaram o cumprimento da promessa, isto é, a vinda do Messias e de seu reino (11:39). Seus leitores, que já estavam gozando das bênçãos espirituais em Cristo, precisavam imitar a fé daquelas pessoas do Velho Testamento!
Perguntas para estudar:1. Como os antigos conseguiram um bom testemuunho?
2. Neste capítulo, o que sempre acompanhou a fé?
3. Como Noé demonstrou sua fé?
4. Quem ofereceu seu filho unigênito em obediencia a Deus?
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 12:1-29
Corramos a Corrida
O escritor de Hebreus completou seu argumento principal no capítulo dez. Nos capítulos anteriores ele demonstrou a superioridade de Jesus sobre os profetas do Velho Testamento, os anjos, Moisés e Arão. Ele demonstrou a natureza do sacerdócio de Jesus e a eficácia do seu sacrifício. Ele também apresentou argu-mentos para mostrar que a lei de Moisés tinha sido removida. Tendo reassegurado os hebreus de que eles estavam certos em abraçar Jesus, ele agora usa a figura de uma corrida para exortá-los a perseverar em sua vocação (12:1-4).
No capítulo onze ele citou os muitos exemplos de fé obediente, ou perseve-rança. Todas aquelas pessoas são testemunhas do fato de que a corrida pode ser vencida (12:1). O autor também encoraja seus leitores a “correr a corrida” com seus olhos fixos em Jesus, estimu-lando sua paciência no sofrimento (12:2-3a). Os hebreus estavam em perigo de ficarem cansados e desencorajados, ainda que não tivessem sofrido tanto como Jesus (12:3-4).
Os hebreus são advertidos a não serem desencorajados pela disciplina do Senhor, mas antes se lembrarem do propósito dela (12:5, 10b-11). O autor observa a relação da punição com a condição de filho. A punição é um sinal de filiação; sua ausência indica que não se é filho (12:7-8). A punição não é agradável, mas desde que o castigo é geralmente aceito quando vem de pais carnais que cometem enganos, ele argumenta para chegar à mais certa conclusão de que os cristãos devem aceitar a punição de seu Pai celestial, que não comete tais enganos (12:9-11). Em vez de abandonar a corrida, isto é, voltar ao judaísmo, os hebreus precisam fazer esforços renovados para terminar a corrida (12:12-13).
O autor manda que os hebreus estejam em guarda para que nenhum deles acredite que possa gozar das bênçãos de Deus pela simples associação com o povo de Deus, em vez de ser por uma vida de fé e obediência (12:15; Deuteronômio 29:14-29). Estes cristãos precisavam também ter o adequado respeito pelas vantagens espirituais oferecidas pela nova aliança, em vez de seguirem o exemplo de Esaú que não teve nenhum cuidado com os privilégios espirituais (12:16-17; 10:29; Gênesis 25:29-34; 27:1-40).
Na verdade, os hebreus “não tinham que chegar” a um pacto entregue com impressionantes manifestações físicas (12:18-21; Êxodo 19:20), isto é, a lei de Moisés, mas antes a um pacto com superiores privilégios espirituais (12:22-24).
O autor completa o capítulo doze com a última das maiores advertências do seu livro (12:25-29). Não há escapatória para aqueles que desafiam Deus, rejeitando sua palavra.
Perguntas para estudar:
1. Qual figura o autor usa para ilustrar a necessidade de perseverança?
2. A quem o Senhor castiga?
3. O que fez Esaú que demonstrou seu desinteresse pelas coisas espirituais?
4. O que é que “não pode ser abalado?”
por evangelista alexandre lopes--------------------------------------------------------------------------------
Estudo Textual: Hebreus 13:1-25
Com Jesus Fora do Acampamento
Nos primeiros doze capítulos de Hebreus, o raciocínio do autor é muito lógico e bem encadeado, cada ponto levando ao próximo. Contudo, no capítulo treze, seu argumento é completado e parece que ele junta num só grupo uma série de exortações sem relação.
Em 13:1 e 3, os hebreus são exortados a continuar a mostrar seu amor fraternal, especialmente na forma de benevolência com os prisioneiros, que freqüentemente eram forçados a depender de amigos para satisfazer suas necessidades. O autor também encoraja o costume da hospitali-dade, afirmando que nem sempre se sabe as bênçãos que podem resultar (13:2; veja Gênesis 18:1-8, 22; 19:1). Ele adverte contra a imoralidade sexual e a ganância, observando que o Senhor prometeu nunca abandonar os cristãos (13:4-6).
Alguns dos seus leitores estavam pensando em retornar ao judaísmo, mas o escritor encoraja-os a considerar o resultado da fé daqueles que lhes ensinaram a Palavra de Deus. Ele garante aos seus leitores que eles podem esperar o mesmo prêmio por uma fidelidade semelhante, porque Jesus é imutável (13:7-8).
Em 13:10-14, o escritor faz uma breve exortação baseada no sistema sacrificial do Velho Testamento. A expressão “comer do altar” (13:10) se refere ao fato que aos sacerdotes levíticos era permitido comer partes de alguns dos sacrifícios oferecidos. Contudo, os sacerdotes não comiam da oferenda pelo pecado (Levítico 16:27); os corpos dos animais oferecidos no Dia da Expiação eram queimados fora do acampamento. O autor identifica Jesus como uma oferenda pelo pecado, observando que ele sofreu fora do acampamento (Jesus foi crucificado fora da cidade de Jerusalém). Para comer (gozar das bênçãos) desta oferenda perfeita pelo pecado deve-se sair do acampamento (deixar o judaísmo), um ato que envolveria alguma censura (13:12-13). Tal censura poderia significar pouco para aquela mente que está posta num lar celestial afinal (13:14). O ponto do autor é, claramente, que aqueles que desejam viver sob a Lei de Moisés não gozam as bênçãos do sacrifício de Cristo!
O serviço de um sacerdote é oferecer sacrifícios (5:1). Desde que os cristãos são sacerdotes espirituais (1 Pedro 2:5, 10) com Jesus como seu sumo sacerdote, eles precisam oferecer sacrifícios espirituais a Deus. O escritor identifica alguns destes sacrifícios (13:15-16; veja também Romanos 12:1).
Tendo recordado a seus leitores seus mestres do passado (13:7) e advertido sobre as “doutrinas estranhas,” o autor ordena-lhes que obedeçam aqueles que presentemente olham por suas almas, isto é, os presbíteros (13:17).
Ele conclui pedindo-lhes suas orações (13:18-19) e oferecendo uma oração por eles (13:20-21).
Perguntas para estudar:
1. Quem mostrou hospitalidade aos anjos em Gênesis 18?
2. Que promessa o Senhor faz aos cristãos (13:5)?
3. Que tipo de “sacrifícios” os cristãos deverão oferecer a Deus?
por evangelista alexandre lopes
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